“A nenhum homem devais coisa alguma, senão o amar-vos uns aos outros, porque quem ama o próximo cumpre a lei.” BKJ - Romanos 13:8
“Vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão”. Gálatas 6:1. Fazei, pela fé e pela oração, recuar o poder do inimigo. Proferi palavras de fé e de ânimo, que serão como bálsamo eficaz para os quebrantados e feridos. Muitos, muitos têm desfalecido e perdido o ânimo na luta da vida, quando uma bondosa palavra de estímulo os haveria revigorado. Nunca devemos passar por uma alma sofredora, sem buscar comunicar-lhe do conforto com que nós mesmos somos por Deus confortados. DTN 354.3
“Tudo isso não é senão um cumprimento do princípio da lei — o princípio ilustrado na história do bom samaritano, e manifesto na vida de Jesus. Seu caráter revela a verdadeira significação da lei, e mostra o que quer dizer amar a nosso semelhante como a nós mesmos. E quando os filhos de Deus manifestam misericórdia, bondade e amor para com todos os homens, também eles estão dando testemunho do caráter dos estatutos do Céu. Estão testificando que “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma”. Salmos 19:7. E quem quer que deixar de manifestar esse amor está transgredindo a lei que professa reverenciar. Pois o espírito que manifestamos para com nossos irmãos, declara qual nosso espírito para com Deus. O amor de Deus no coração é a única fonte de amor para com o nosso semelhante. “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” Amados, “se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeita a Sua caridade”. 1 João 4:20, 12.” DTN 354.4
Leia Êxodo 20:1-17. Como os Dez Mandamentos revelam os dois grandes princípios – amor a Deus e amor aos outros?
“Nos preceitos de Sua santa lei, deu Deus uma regra perfeita de vida; e Ele declarou que até o fim do tempo, esta lei, imutável num jota ou num til, deve manter seus reclamos sobre os seres humanos. Cristo veio para engrandecer a lei e a tornar gloriosa. Mostrou que ela está baseada no amplo fundamento do amor a Deus e amor aos homens, e que a obediência a seus preceitos compreende todo o dever do homem. Em Sua própria vida deu Ele exemplo de obediência à lei de Deus. No sermão da montanha Ele mostrou como seus requisitos vão além dos atos exteriores, e penetram os pensamentos e as intenções do coração. AA 261.3
“A lei, obedecida, leva os homens a renunciar “à impiedade e às concupiscências mundanas”, e a viver “neste presente século sóbria, e justa, e piamente” (Tt 2:12). Mas o inimigo de toda a justiça tornou cativo o mundo e tem levado homens e mulheres à desobediência da lei. Conforme previu Paulo, multidões têm-se desviado das claras e esquadrinhadoras verdades da Palavra de Deus e escolhido ensinadores que lhes apresentem as fábulas que desejam. Muitos, tanto entre ministros como entre o povo, estão tripudiando sobre os mandamentos de Deus. Assim é insultado o Criador do mundo, e Satanás ri triunfante aos sucessos de seus enganos. AA 261.4
“Com o crescente desprezo pela lei de Deus, há uma progressiva aversão pela religião, um avultar-se do orgulho, do amor aos prazeres, da desobediência aos pais e da tolerância consigo mesmo; e homens pensantes em todas as partes estão interrogando ansiosos: Que se pode fazer para corrigir esses alarmantes males? A resposta se encontra na exortação de Paulo a Timóteo: “Que pregues a Palavra.” II Tim 4:2. Na Bíblia encontram-se os únicos princípios seguros de ação. É ela um transcrito da vontade de Deus, uma expressão da divina sabedoria. Abre à compreensão do homem os grandes problemas da vida; e a todos os que abraçam seus preceitos ela se provará um guia infalível, livrando-os de arruinarem a vida em desorientados esforços.” AA 261.5
O que Paulo diz sobre a lei, mesmo depois da morte de Cristo? Leia Rm 6:1-3; Rm 7:7-12 (com ênfase no verso 12)
Apocalipse 22:14, 15 -- "Abençoados são aqueles que praticam seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida e possam adentrar pelos portões da cidade. Porque ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os devassos, os assassinos, os idólatras e quem quer que ame e pratique a mentira.”
Aqui vemos que somente aqueles que praticam Seus mandamentos têm o direito de entrar na Cidade. Quando a obra de salvação estiver concluída e o povo reunido no lar, eles serão aqueles que continuarão a guardar os mandamentos de Deus, mesmo depois que o pecado for erradicado. O pecado, contudo, não pode ser erradicado enquanto a lei for transgredida, pois a transgressão dela é pecado (1 João 3:3, 4). Os mandamentos de Deus, como sabe, são eternos, e somente quando os cristãos começarem a viver a vida que a Palavra de Deus defende, se encontrarão vivendo acima da lei; e só então estarão livres da transgressão."
Finalmente, se os mandamentos de Deus são eternos, então devem ter existido desde sempre. O sábado, que foi feito e santificado na semana da criação, antes da chegada do pecado, está contido nos mandamentos. Além disso, Adão não poderia ter pecado se o mandamento "Não terás outros deuses diante de Mim" não tivesse então existido.
Romanos 7:7 -- "O que diremos então? A lei é pecado? De forma alguma! Porém, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria o desejo, se a lei não dissesse: Tu não cobiçarás.”
A declaração inspirada de São Paulo coloca os dez mandamentos, percebe-se, no próprio quadro do Evangelho. Sem os mandamentos, declara ele, os seguidores do Evangelho não saberiam o que é o pecado.
Versículos 8-10 -- "Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim todo tipo de concupiscência; porque sem a lei o pecado está morto. Outrora eu estava vivo sem a lei, mas quando o mandamento veio, o pecado reviveu, e eu morri. E o mandamento que era ordenado para vida, eu achei que era para morte.”
Aqui vemos que a lei não salva, mas condena; e que sem a lei não haveria pecado. A lei não salvou Adão e Eva, mas os julgou indignos da Árvore da Vida e de um lar no Éden. De fato, ela os condenou à morte. A lei é apenas um mestre de justiça. Isso é tudo. Não é um salvador.
Versículos 12-14 -- "Portanto, a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Então, o que me é bom tornou-se em morte? De forma alguma! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou a morte em mim pelo que é bom; a fim de que pelo mandamento o pecado se tornasse excessivamente pecaminoso. Porque nós sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.”
As pessoas que obedecem a uma lei estadual a consideram um excelente estatuto de liberdade, mas aqueles que se deleitam em pecar, para eles a lei é um anátema. Qualquer assassino que, pela lei, tenha sido condenado à morte, naturalmente não se deleita na lei que o sentenciou, nem nas pessoas que executaram sua sentença. Se tal pessoa tivesse seu próprio caminho, aboliria a lei. Todos os criminosos também aboliriam a lei de Deus, pois a lei é espiritual, e eles são carnais, vendidos ao pecado."
O que aconteceria se não houvesse lei no Reino de Deus, nenhuma lei contra assassinato e roubo, ou contra inveja e ciúme? Quem gostaria de estar no Reino mesmo por um tempo? Se assim fosse, então, é claro, estaríamos melhor nos reinos do mundo.
O Decálogo, além disso, não é apenas um código moral, mas também físico, pois o pecado contra a lei afeta também os descendentes do pecador. Ele visita a "iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”. Êxodo 20:5.
Além disso, todo descendente de Adão nasce naturalmente em pecado, está entregue ao pecado:
Versículo 15 -- "Porque o que eu faço não o permito; pois o que eu quero isso não faço, mas o que odeio isso eu faço.”
Sendo esta a condição do homem, o homem carnal odeia a lei de Deus, e ainda mais porque ela contraria sua vontade."
Versículo 16 -- "E, se eu faço o que não quero, eu consinto que a lei é boa.”
Se alguém se abstém de roubar, consente que a lei seja boa e eficaz, embora, por natureza, possa gostar da ideia de roubar.
Qual promessa o Senhor faz em Jeremias 31:31-34? Compare esse texto com as palavras de Cristo a Nicodemos sobre o novo nascimento (Jo 3:1-21). Leia também Hebreus 8:10.
Aqui está uma promessa de um novo contrato, um novo pacto. Não é o tipo de acordo que Deus fez com nossos antepassados no dia em que saíram do Egito, quando Ele escreveu os mandamentos em tábuas de pedra para que fossem cumpridos. Em vez disso, faz um novo pacto, um pacto para escrevê-los em nossos próprios corações. Assim, cada um de nós O conhecerá sem precisar ser ensinado.
Mas atenção: Ele não fará uma nova lei, mas um novo pacto, um novo contrato para cumprir a lei. A diferença é que, ao invés de escrever a lei em tábuas de pedra, Ele a escreverá nas tábuas do coração, o lugar que agora abriga a lei do pecado.
Este pacto, veja bem, será feito tanto com a casa de Israel quanto com a casa de Judá, ou seja, com todo o povo de Deus.
"Lembre-se que a escritura não diz que não podemos cumprir a lei enquanto ela estiver escrita em tábuas de pedra, mas afirma claramente que podemos, pois aqueles que violaram a lei foram reprovados por isso. Podemos, portanto, mesmo agora, guardar os mandamentos de forma inadequada, embora ainda estejam escritos em pedra. Por conveniência, a maioria dos cristãos deseja que a lei seja abolida, e alguns se convencem de que foi abolida, embora a única lei que foi abolida seja a lei cerimonial, a lei do sacrifício, a sombra do Cordeiro de Deus.
Que diferença haveria se a lei fosse escrita em pedra ou em nossos corações? A experiência de Nabucodonosor, rei da Babilônia, revela a resposta.
Se o rei tivesse sido forçado a viver com o gado, em um estábulo ou em um campo, teria cometido suicídio, se possível. Mas assim que Deus lhe tirou o coração humano e lhe deu o coração de um boi, o rei ficou perfeitamente contente de estar com o gado e totalmente descontente de viver em seu palácio.
Se a mesma coisa fosse feita a qualquer um de nós, nossos desejos seriam os mesmos do rei. Da mesma forma, quando o coração de pedra for tirado de nós, e o coração de carne com a lei de Deus escrita nele for colocado em nós, então acharemos extremamente inconveniente pecar e muito prazeroso guardar os mandamentos de Deus. E assim, você não precisa temer ter que lutar para guardar a lei de Deus no Reino, como faz aqui. Você estará então perfeitamente satisfeito em viver uma vida sem pecado. Na verdade, você não desejará pecar mais do que agora desejaria não morrer."
Maravilhoso, não é mesmo? Mas quando podemos esperar que este milagre aconteça? Para encontrar a resposta a essa pergunta, precisamos relacionar a profecia de Jeremias com a profecia de Ezequiel sobre o mesmo evento:
Jeremias 31:8 -- "Eis que eu os trarei da região do norte, e os reunirei dos confins da terra, e com eles o cego e o aleijado, a mulher com filho e aquela que está em parto; um grande grupo retornará para lá.”
Ezequiel 36:24-28 -- "Porque eu os tirarei dentre os pagãos, e vos ajuntarei de todas as nações, e vos trarei para a vossa própria terra. Então aspergirei água limpa sobre vós, e ficareis limpos; de toda a vossa imundícia e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Também vos darei um novo coração, e colocarei um novo espírito dentro de vós; tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E colocarei o meu espírito dentro de vós, e vos farei andar nos meus estatutos, guardareis os meus juízos e os cumprireis. E habitareis na terra que dei a vossos pais; vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus.”
Os registros de ambos os profetas indicam claramente o tempo em que este milagre será realizado nos corações de todo o povo de Deus. Ambos deixam evidente que essa mudança de coração ocorre na Terra Santa, Palestina, no início do reino que Deus promete estabelecer "nos dias destes reis" (Dan. 2:44), e não depois de seus dias. Eles também afirmam que nos tirará de entre os pagãos, nos reunirá de todos os países e nos levará para nossa própria terra (Ez 36,24), a terra em que nossos pais habitaram (Ez 36,28). "Então", naquele tempo, diz a Inspiração, e não antes, Ele aspergirá água limpa sobre nós, nos purificará de toda sujeira e de todos os ídolos. Além disso, um coração novo Ele nos dará (Ez 36,26). Ele nos concederá Seu Espírito e nos fará cumprir Seus estatutos e guardar Seus juízos (Ez 36,27). Leia essas passagens por si mesmo e veja se elas confirmam tudo o que estou tentando dizer.
Quais são os “preceitos mais importantes da Lei”? Qual é a relação entre a lei (especialmente o mandamento do sábado) e o interesse de Deus por justiça e libertação? Leia Mt 23:23, 24; Dt 5:12-15; Is 58:13, 14
“Tudo quanto Deus ordena, é de importância. Cristo reconhecia como dever o dar o dízimo; mas mostrou que isso não podia desculpar a negligência de outros deveres. Os fariseus eram muito exatos em dizimar ervas da horta, tais como hortelã, endro e cominho; isso pouco lhes custava, dando-lhes reputação de exatidão e santidade. Ao mesmo tempo suas inúteis restrições oprimiam o povo e destruíam o respeito pelo sagrado sistema designado por Deus. Ocupavam a mente dos homens com insignificantes distinções, e desviavam-lhes a atenção das verdades essenciais. Negligenciavam-se os assuntos de mais peso da lei, justiça, misericórdia e verdade. “Deveis, porém, fazer estas coisas”, disse Cristo, “e não omitir aquelas”. Mateus 23:23. DTN 434.3
“O sétimo dia é o dia escolhido por Deus. Ele não deixou que esta questão fosse remodelada por sacerdotes ou governantes. Ela é demasiado importante para ser confiada ao critério humano. Deus viu que os homens buscariam sua própria conveniência, escolhendo um dia mais adaptado a suas inclinações, um dia que não tem autoridade divina; e Ele afirmou claramente que o sétimo dia é o sábado do Senhor. ST 31 de março de 1898, par. 6
“Todo homem no mundo de Deus está sujeito às leis de Seu governo. Deus colocou o sábado no centro do Decálogo, tornando-o o critério de obediência. Por meio dele podemos aprender de Seu poder, da maneira como é manifestado em Suas obras e em Sua Palavra. Mas, hoje, o mundo segue o exemplo daqueles que viveram antes do dilúvio. Assim como naquela época, os homens preferem seguir suas próprias inclinações em vez de obedecer aos mandamentos de Deus. Os habitantes do mundo antediluviano glorificavam a si mesmos, em vez de celebrar as obras grandiosas da criação. Eles não obedeciam à lei de Deus, nem honravam o sábado. Se o tivessem feito, teriam reconhecido seu dever para com o Criador. Esse era o propósito original e supremo do mandamento:Lembra-te do dia do sábado, para o santificar”. ST 31 de março de 1898, par. 7 (Tradução Livre).
“Assim o Filho do homem até do sábado é Senhor.” Essas palavras acham-se repletas de instrução e conforto. Por haver o sábado sido feito para o homem, é o dia do Senhor. Pertence a Cristo. Pois “todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez”. João 1:3. Uma vez que Ele fez todas as coisas, fez também o sábado. Este foi por Ele posto à parte como lembrança da criação. Mostra-O como Criador tanto como Santificador. Declara que Aquele que criou todas as coisas no Céu e na Terra, e por quem todas as coisas se mantêm unidas, é a cabeça da igreja, e que por Seu poder somos reconciliados com Deus. Pois, falando de Israel, disse: “Também lhes dei os Meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica” (Ezequiel 20:12) — os torna santos. Portanto, o sábado é um sinal do poder de Cristo para nos fazer santos. E é dado a todos quantos Cristo santifica. Como sinal de Seu poder santificador, o sábado é dado a todos quantos, por meio de Cristo, se tornam parte do Israel de Deus. DTN 197.2
“E o Senhor diz: “Se desviares o teu pé de profanar o sábado, e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso, e santo dia do Senhor, digno de honra, [...] então te deleitarás no Senhor”. Isaías 58:13, 14. A todos quantos recebem o sábado como sinal do poder criador e redentor de Cristo, ele será um deleite. Vendo nele Cristo, nEle se deleitam. O sábado lhes aponta as obras da criação, como testemunho de Seu grande poder em redimir. Ao passo que evoca a perdida paz edênica, fala da paz restaurada por meio do Salvador. E tudo na natureza Lhe repete o convite: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”. Mateus 11:28.” DTN 197.3
“A obra da reforma do sábado a realizar-se nos últimos tempos acha-se predita na profecia de Isaías: “Assim diz o Senhor: Mantende o juízo, e fazei justiça, porque a Minha salvação está prestes a vir, e a Minha justiça a manifestar-se. Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto; que se guarda de profanar o sábado, e guarda a sua mão de perpetrar algum mal.” “Aos filhos dos estrangeiros que se chegarem ao Senhor, para O servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o Meu concerto, também os levarei ao Meu santo monte, e os festejarei na Minha casa de oração.” Isaías 56:1, 2, 6, 7.” GC 451.1
Leia Tiago 2:1-9. Que mensagens cruciais esse texto nos apresenta?
“Embora Cristo fosse rico nas cortes celestiais, não obstante Se tornou pobre para que por intermédio de Sua pobreza pudéssemos tornar-nos ricos. Jesus honrou os pobres ao participar de sua humilde condição. Por meio da história de Sua vida devemos aprender como tratar os pobres. Alguns levam o dever da beneficência a extremos, e na realidade prejudicam os necessitados fazendo demais em favor deles. Os pobres nem sempre se esforçam como deviam. Conquanto eles não devam ser negligenciados e deixados a sofrer, devem ser ensinados a ajudar a si próprios. T4 550.3
“A causa de Deus não deve ser passada por alto para que os pobres possam receber nossa principal atenção. Certa vez Cristo deu aos Seus discípulos uma lição muito importante neste particular. Quando Maria derramou o ungüento sobre a cabeça de Jesus, o ambicioso Judas fez um apelo em benefício dos pobres, murmurando contra aquilo que ele considerava um desperdício de dinheiro. Jesus, porém, defendeu o ato, dizendo: “Por que a molestais? Ela praticou boa ação para comigo.” “Onde for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.” Marcos 14:6, 9. Por meio disso somos ensinados que Cristo deve ser honrado com a consagração do melhor de nossas posses. Se toda a nossa atenção for concentrada em atender as necessidades dos pobres, a causa de Deus será negligenciada. Ninguém sofrerá, se Seus mordomos cumprirem o seu dever; mas a causa de Cristo deve estar em primeiro lugar. T4 550.4
“Os pobres devem ser tratados com tanto interesse e atenção quanto os ricos. O costume de honrar os ricos e desprezar e negligenciar os pobres é crime aos olhos de Deus. Os que estão cercados de todo conforto na vida, ou que são acariciados e mimados pelo mundo porque são ricos, não sentem a necessidade de simpatia e terna consideração como acontece com as pessoas cuja vida tem sido uma longa luta contra a pobreza. Estes não têm senão pouca coisa nesta vida para torná-los felizes e alegres, e apreciarão simpatia e amor. Médicos e auxiliares não devem em hipótese alguma negligenciar essa classe, pois se assim o fizerem poderão negligenciar a Cristo na pessoa de Seus santos.” T4 551.1
“Não é plano de Deus que a pobreza desapareça do mundo. As classes sociais jamais deveriam ser igualadas; pois a diversidade de condições que caracteriza os seres humanos é um dos meios pelos quais Deus tem pretendido provar e desenvolver o caráter. Muitos têm insistido com grande entusiasmo que todos os homens devem ter parte igual nas bênçãos temporais de Deus; mas este não era o propósito do Criador. Cristo afirmou que sempre teremos conosco os pobres. Os pobres, bem como os ricos, são comprados por Seu sangue; e, entre os Seus professos seguidores, na maioria dos casos, os primeiros O servem com singeleza de propósito, enquanto os últimos estão constantemente colocando as suas afeições nos tesouros terrenos, e Cristo é esquecido. Os cuidados desta vida e a ambição das riquezas eclipsam a glória do mundo eterno. Seria a maior desgraça que já sobreveio à humanidade se todos devessem ser colocados em posição de igualdade em possessões terrenas.” T4 552.1
“Se possuirdes o espírito de Cristo, amareis como irmãos; honrareis o discípulo humilde em sua casa pobre, porque Deus o ama tanto como a vós, e talvez mais. Ele não reconhece raças. Coloca Seu sinete sobre os homens, não por sua categoria, não pela riqueza, não pela grandeza intelectual, mas por sua unidade com Cristo. É a pureza de coração, a singeleza de propósito, que constitui o verdadeiro valor das criaturas humanas. A atenção dada aos ricos e a negligência para com os pobres serão lembradas pelo Senhor, que os colocará em um lugar onde experimentarão situações semelhantes às dos aflitos que sofreram enquanto vocês passavam do outro lado. RH 6 de outubro de 1891, par. 7 (Tradução Livre).
“Todos quantos estão vivendo em comunhão diária com Cristo, estimarão os homens segundo o valor que Ele lhes dá. Reverenciarão os bons e os puros, embora estes sejam pobres nos bens deste mundo.” RH 6 de outubro de 1891, par. 8
A lição começa expressando que Deus é amor, e a lei é uma transcrição de Seu caráter. “Quando os filhos de Deus manifestam misericórdia, bondade e amor para com todos os homens, também eles (...) Estão testificando que “A lei do Senhor é perfeita (...) Quem quer que deixar de manifestar esse amor está transgredindo a lei que professa reverenciar”.
A lição de domingo aborda os Dez Mandamentos e como eles se dividem em dois grandes princípios: o amor a Deus e o amor ao próximo. Observa-se um crescente desprezo pela lei de Deus, uma aversão cada vez maior à religião, além do aumento do orgulho, do amor ao prazer, da desobediência aos pais e da autoindulgência. Em toda parte, há preocupação sobre como corrigir esses males alarmantes. Se a lei fosse obedecida, levaria as pessoas a negar “à impiedade e às concupiscências mundanas” e a “vivamos de maneira sóbria, justa e piamente neste mundo presente”. Tito 2:12
A lição de segunda-feira discute os dois maiores pecados: a idolatria, que desrespeita o primeiro grande mandamento, o amor a Deus, e o mau tratamento dos pobres e necessitados, que desrespeita o segundo grande mandamento, o amor ao próximo.
A lição de terça-feira trata da Lei, sua justiça e santidade. A lei é boa porque identifica o pecado e desperta em nós a necessidade de buscar arrependimento em nosso Salvador e Redentor, Cristo Jesus, que perdoa os pecados. Ela é um padrão de retidão quando fielmente observada por aqueles que são beneficiários do amor salvador de Deus.
A lição de quarta-feira aborda o Dia do Senhor, revelando que o amor é o cumprimento da lei. O sábado foi dado como um dia de descanso e deleite, mostrando que o Senhor do sábado também é um Deus de julgamento e justiça.
A lição de quinta-feira enfatiza a necessidade de amarmos uns aos outros e de não fazermos acepção de pessoas, sejam elas ricas ou pobres.