
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” BKJ — 1 João 1:9
“A ausência de Moisés foi um tempo de espera e apreensão para Israel. O povo sabia que ele subira ao monte com Josué, e havia entrado na nuvem de densas trevas que podia ser vista da planície abaixo, repousando sobre o pico da montanha, iluminado de quando em quando pelos relâmpagos da presença divina. Esperavam ansiosamente a sua volta. Acostumados como tinham estado no Egito com as representações materiais da divindade, fora-lhes difícil confiar em um ser invisível, e tinham vindo a depender de Moisés para lhes sustentar a fé. Agora ele lhes fora tirado. Dia após dia, semana após semana passavam-se, e ainda ele não voltava. Embora a nuvem ainda estivesse à vista, parecia a muitos no acampamento que seu chefe deles desertara, ou que fora consumido pelo fogo devorador.” PP 223.1
“Sentindo o seu desamparo na ausência do dirigente, voltaram às suas velhas superstições. Aquela “mistura de gente” foram a primeira a se entregar à murmuração e impaciência, e foi a primeira a ser chefe da apostasia que se seguiu…” PP 223.3
“Na ausência de Moisés a autoridade judiciária fora delegada a Arão, e uma vasta multidão reuniu-se em redor de sua tenda, com o pedido: “Faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu”. Êxodo 32:1… PP 224.1
“Arão temia pela sua própria segurança; e, em vez de manter-se nobremente pela honra de Deus, rendeu-se às exigências da multidão…” PP 224.3
“Quantas vezes em nossos próprios dias é o amor aos prazeres disfarçado por uma “aparência de piedade”! 2 Timóteo 3:5. Uma religião que permite aos homens, enquanto observam os ritos do culto, entregarem-se à satisfação egoísta ou sensual, é tão agradável às multidões hoje como o foi nos dias de Israel…” PP 225.1
“Em tudo quanto se relaciona com a obra de Deus, as primeiras vitórias devem ser alcançadas na vida doméstica. É aí que deve começar a preparação para o sábado. Durante toda a semana, compete aos pais lembrar que seu lar precisa ser uma escola em que os filhos sejam preparados para o Céu. Sejam justas as suas palavras. Nenhuma palavra que os filhos não possam ouvir deverá proceder de seus lábios. Seja o espírito mantido livre de toda irritação. Durante a semana, os pais devem proceder como estando na presença de Deus, que lhes deu os filhos para serem educados para Ele. A pequena igreja do lar deve ser educada a fim de que, no sábado, esteja preparada para render culto a Deus no Seu santuário. Todas as manhãs e tardes, devemos apresentar nossos filhos a Deus como Sua herança remida com sangue; ensinando-lhes que seu principal dever e privilégio é amar e servir a Deus.” T6 354.1
“Os pais devem cuidar no sentido de tornar a adoração a Deus uma lição objetiva para os filhos. Seus lábios devem proferir mais frequentemente passagens das Escrituras, principalmente as que dispõem o coração à prática da religião. As seguintes palavras do salmista devem ser sempre repetidas: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dEle vem a minha esperança.” Salmos 62:5. T6 354.2
“Quando o sábado é lembrado dessa forma, as coisas materiais não influirão sobre o exercício espiritual de modo a prejudicá-lo. Nenhum dever relacionado com os seis dias anteriores será deixado para o sábado. Durante a semana, teremos o cuidado de não gastar as energias com trabalho físico a ponto de estarmos demasiadamente cansados para participar do culto, no dia em que o Senhor descansou.” T6 354.3
“Embora devamos nos preparar para o sábado durante toda a semana, a sexta-feira é o dia especial de preparação. Por intermédio de Moisés, o Senhor disse a Israel: “Amanhã é o repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde em guarda para vós até amanhã.” Êxodo 16:23. “Espalhava-se o povo, e o [maná] colhia, e em moinhos o moía, ou num gral o pisava; e em panelas o cozia, e dele fazia bolos.” Números 11:8. Tinham, pois, alguma coisa que fazer a fim de preparar o pão que lhes era enviado do Céu, e o Senhor lhes ordenou que o fizessem na sexta-feira, o dia da preparação. Esse era um teste para Israel. Deus queria prová-los se guardariam ou não o Seu santo sábado.” T6 354.4
Para ser um cristão — uma pessoa verdadeiramente religiosa — é preciso, antes de tudo, organizar todo o seu ser, controlando, coordenando e utilizando corretamente suas forças, sua energia, seus meios e seu tempo. Quem não conseguir efetuar essa economia integrada das quatro vertentes do ser nunca alcançará o verdadeiro sucesso. Para isso, deve extrair “sessenta segundos de rendimento de cada minuto implacável”, sessenta minutos de dedicação e realização máximas de cada hora de trabalho ou descanso, e eficácia máxima de cada movimento ou ação. Deve, em suma, eliminar todo movimento desperdiçado, bem como qualquer duplicação e sobreposição de movimentos irrefletidos e tortuosos que não trazem resultados, mas apenas esgotam seu estoque de energia de reserva. O trabalho de tal cristão integral jamais será realizado de forma desastrada ou aleatória.
Leia Oseias 6. O que você percebe, de modo específico, sobre como Deus Se descreve ao nos convidar ao arrependimento?
“A iniqüidade em Israel durante o último meio século antes do cativeiro assírio, era comparável à dos dias de Noé, e de qualquer outro século em que os homens tenham rejeitado a Deus e se entregado inteiramente à prática do mal. A exaltação da natureza acima do Deus da natureza, a adoração da criatura em lugar do Criador, tem sempre resultado nos mais crassos males. Assim, quando o povo de Israel, em seu culto a Baal e Astarote, renderam suprema homenagem às forças da natureza, desvincularam-se de tudo que é inspirador e enobrecedor e caíram presa fácil da tentação. Com as defesas da alma destruídas, não tinham os enganados adoradores qualquer barreira contra o pecado, e renderam-se às más paixões do coração humano.” PR 145.4
“Aos transgressores foram dadas muitas oportunidades para se arrependerem. Em sua hora de mais profunda apostasia e maior necessidade, a mensagem de Deus a eles foi uma mensagem de perdão e esperança. “Para tua perda, ó Israel”, Ele declarou, “tu te rebelaste contra Mim, contra o teu Ajudador. Onde está agora o teu rei, para que te guarde?” Oséias 13:9, 10. PR 146.2
“‘Vinde, tornemos para o Senhor’, o profeta suplicava, “porque Ele despedaçou, e nos sarará; fez a ferida, e a ligará. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dEle. Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva será a Sua saída; e Ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”. Oséias 6:1-3. PR 146.3
“Aos que tinham perdido de vista o plano dos séculos para o livramento dos pecadores iludidos pelo poder de Satanás, o Senhor ofereceu restauração e paz. “Eu sararei a sua perversão, Eu voluntariamente os amarei”, o Senhor declarou; “porque a Minha ira se apartou dele. Eu serei para Israel como orvalho; ele florescerá como o lírio, e espalhará as suas raízes como o Líbano. Voltarão os que se assentarem à sua sombra; serão vivificados como o trigo, e florescerão como a vide; a sua memória será como o vinho do Líbano. Efraim dirá: Que mais tenho eu com os ídolos? eu o tenho ouvido, e isso considerarei; eu sou como a faia verde; de mim é achado o teu fruto.” PP 146.4
“Uma vez formada, esta união com Cristo deve ser mantida. Disse Cristo: “Estai em Mim, e Eu em vós: como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim”. João 15:4. Isto não é um contato casual, ora sim ora não. O ramo torna-se uma parte da videira viva. A comunicação de vida, força e fertilidade da raiz aos ramos é livre e constante. Separado da videira, o ramo não pode viver. Tampouco, disse Jesus, podeis vós viver separados de Mim. A vida que de Mim recebestes só pode ser conservada por meio de contínua comunhão. Sem Mim não podeis vencer um só pecado, ou resistir a uma única tentação.” DTN 479.1
“‘Estai em Mim, e Eu em vós.’ Permanecer em Cristo significa receber constantemente de Seu Espírito, uma vida de inteira entrega a Seu serviço. As vias de comunicação entre o homem e seu Deus devem achar-se de contínuo desimpedidas. Como o ramo tira sem cessar a seiva da videira viva, assim nos devemos apegar a Cristo, e dEle receber, pela fé, a força e perfeição de Seu próprio caráter.” DTN 479.2
Por que o arrependimento é decisivo? O que são os “tempos de refrigério”? Leia Atos 3:18, 19
“Ali, na solitude do deserto, Paulo teve ampla oportunidade para sossegado estudo e meditação. Recapitulou calmamente sua experiência passada, possuindo-se de genuíno arrependimento. Buscou a Deus de todo o coração, não descansando até que tivesse a certeza de que seu arrependimento fora aceito e seus pecados perdoados. Anelava a certeza de que Jesus estaria com ele em seu ministério futuro. Esvaziou a alma dos preconceitos e tradições que lhe haviam até então modelado a vida e recebeu instruções da fonte da verdade. Jesus comungou com ele e confirmou-o na fé, conferindo-lhe uma rica medida de sabedoria e graça.” AA 69.3
“Quando a mente de um homem é posta em comunhão com a mente de Deus, o finito com o Infinito, o efeito sobre o corpo, a mente e a alma vai além do admissível. Em comunhão tal é encontrada a mais alta educação. É o método de desenvolvimento usado por Deus. “Une-te, pois, a Ele”, é a mensagem do Senhor à humanidade.” Jó 22:21. AA 69.4
“A obra do juízo investigativo e extinção dos pecados deve efetuar-se antes do segundo advento do Senhor. Visto que os mortos são julgados pelas coisas escritas nos livros, é impossível que os pecados dos homens sejam cancelados antes de concluído o juízo em que seu caso deve ser investigado. Mas o apóstolo Pedro declara expressamente que os pecados dos crentes serão apagados quando vierem “os tempos do refrigério pela presença do Senhor”, e Ele enviar a Jesus Cristo. Atos 3:19, 20. Quando se encerrar o juízo de investigação, Cristo virá, e Seu galardão estará com Ele para dar a cada um segundo for a sua obra.” GC 485.3
“A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho, devem novamente cumprir-se na chuva serôdia, no final do mesmo. Eis aí “os tempos do refrigério” que o apóstolo Pedro esperava quando disse: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie Ele a Jesus Cristo.” Atos 3:19, 20. GC 611.3
“Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes.” GC 612.1
Leia Êxodo 34:1-10. Que verdade essencial é apresentada nesse texto?
“E, passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado.” Êxodo 34:6, 7. Olhando Para O Alto 32.1
“Quão gratos deveríamos ser porque o Senhor é tardio em irar-Se! Que maravilhoso é esse pensamento, o de que a Onipotência pôs restrição a Seu soberano poder! Mas por ser o Senhor longânimo e misericordioso, o coração humano muitas vezes manifesta a tendência de aventurar-se presunçosamente e acrescentar pecado a pecado!... “Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal. Eclesiastes 8:11. Em lugar de a paciência de Deus insensibilizar o pecador à contínua transgressão, deveria levá-lo a decidir buscar o perdão de Deus a fim de que os algarismos que constam de sua conta no registro celestial sejam cancelados. ...” Olhando Para O Alto 32.2
“Satanás é o originador do mal. Ele se desviou de sua obediência a Deus. Aqueles que persistiram em simpatizar com ele em sua desafeição foram, com ele, expulsos do Céu. Implacável ódio contra Deus enche a mente de Satanás. Persistentemente ele tem usado sua influência para apagar da família humana a imagem de Deus, e em seu lugar estampar sua própria imagem satânica. Seu esforço de enganar nossos primeiros pais teve êxito. Feita à imagem de Deus, a família humana perdeu sua inocência, tornou-se transgressora, e como súditos desleais começaram sua carreira descendente. Satanás obteve o controle sobre a faculdade humana de ação.” Olhando Para O Alto 32.3
“Assim tem sido desde o princípio do mundo. Em vez de permanecer sob a influência de Deus a fim de que pudesse refletir a imagem moral de seu Criador, o homem colocou-se sob o controle da influência satânica e tornou-se egoísta. Assim o pecado tornou-se um mal universal. E que espantoso mal é o pecado!” Olhando Para O Alto 32.4
“Submetendo-se às sugestões satânicas, nossos primeiros pais abriram as comportas da maldade sobre o mundo. Os princípios duvidosos do pai e mãe da raça humana influenciaram alguns daqueles com quem se associavam. A maldade que começou no Paraíso tem-se estendido ao longo dos séculos. Conquanto Adão e Eva relatassem com tristeza a seus filhos a lamentável história da queda, sua família tornou-se dividida. Caim preferiu servir a Satanás, Abel a Deus. Caim matou seu irmão Abel por este não desejar seguir o seu exemplo.” Olhando Para O Alto 32.5
“Para que o mundo não viesse a ser destruído devido a sua poluição moral, Deus empreendeu Sua grande obra de salvação, enviando o Seu Filho à Terra para redimir a humanidade.” — Manuscrito 55, 1901.” Olhando Para O Alto 33.1
Leia a parábola em Mateus 22:1-14, contada por Jesus para explicar uma verdade sobre as vestes. Que mensagem essa parábola nos transmite?
“A parábola das bodas apresenta-nos uma lição da mais elevada importância. Pelas bodas é representada a união da humanidade com a divindade; a veste nupcial simboliza o caráter que precisa possuir todo aquele que há de ser considerado hóspede digno para as bodas.” PJ 164.1
“Nesta parábola, como na da grande ceia, são ilustrados o convite do evangelho, sua rejeição pelo povo judeu e o convite da graça aos gentios. Esta parábola, porém, apresenta-nos maior ofensa da parte dos que rejeitam o convite, e juízo mais terrível. O chamado para o banquete é um convite real. Procede de alguém que está investido de poder para ordenar. Confere grande honra. Contudo esta é desapreciada. A autoridade do rei é menosprezada. Ao passo que o convite do pai de família é considerado com indiferença, o do rei é recebido com insulto e morte. Trataram seus criados com escárnio e desprezo e os mataram.” PJ 164.2
“Quando o rei entrou para ver os convidados, foi revelado o verdadeiro caráter de todos. A cada um foi provido um vestido de bodas. Essa veste era uma dádiva do rei. Usando-a, os convidados demonstravam respeito ao doador da festa. Um homem, porém, estava com seus trajes comuns. Recusara fazer a preparação exigida pelo rei. A veste provida para ele com grande custo, desdenhou usar. Deste modo insultou seu senhor. À pergunta do rei: “Como entraste aqui, não tendo veste nupcial?” (Mateus 22:12) nada pôde responder. Condenou-se a si mesmo. Então o rei disse: “Amarrai-o de pés e mãos, levai-o e lançai-o nas trevas exteriores.” Mateus 22:13. PJ 164.3
“O exame dos convidados pelo rei representa uma cena de julgamento. Os convidados à ceia do evangelho são os que professam servir a Deus, cujos nomes estão escritos no livro da vida. Nem todos, porém, que professam ser cristãos, são discípulos verdadeiros. Antes que seja dada a recompensa final, precisa ser decidido quem está apto para participar da herança dos justos. Essa decisão deve ser feita antes da segunda vinda de Cristo, nas nuvens do céu; porque quando Ele vier, o galardão estará com Ele “para dar a cada um segundo a sua obra”. Apocalipse 22:12. Antes de Sua vinda o caráter da obra de cada um terá sido determinado, e a cada seguidor de Cristo o galardão será concedido segundo seus atos.” PJ 165.4
“Enquanto os homens ainda estão sobre a Terra, é que a obra do juízo investigativo se efetua nas cortes celestes. A vida de todos os Seus professos seguidores é passada em revista perante Deus; todos são examinados de conformidade com os relatórios nos livros do Céu, e o destino de cada um é fixado para sempre de acordo com seus atos.” PJ 166.1
Ainda que os servos de Deus estejam despertos e façam corretamente o seu trabalho, alguns membros podem falhar em vestir a veste nupcial. A veste, como você sabe, é algo que se coloca sobre o corpo. Portanto, a veste simboliza uma conduta diária semelhante à de Cristo — a justiça de Cristo manifestada na vida cotidiana.
O fato de o homem na parábola ter ficado sem palavras quando lhe foi perguntado: “Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial?” mostra que ele era culpado de negligência, não de ignorância! Ele estava sem desculpa, e sabia disso..
“O arrependimento inclui a tristeza pelo pecado e o afastamento dele. Não abandonaremos o pecado enquanto não reconhecermos quão perigoso ele é. E enquanto não nos afastarmos sinceramente do pecado não haverá mudança real em nossa vida.” CC 23.2
“Muitas pessoas não compreendem a verdadeira natureza do arrependimento. Lamentam seus pecados e até procuram fazer alguma mudança na sua forma de viver por medo de que seus erros lhes causem maiores sofrimentos. Mas isso não é arrependimento, no sentido bíblico. Essas pessoas querem evitar o sofrimento, mas não o próprio pecado. Esse foi o tipo de tristeza de Esaú, quando viu que o direito de primogenitura estava perdido para sempre. Balaão, aterrorizado pelo anjo que bloqueava seu caminho com uma espada na mão, chegou a reconhecer sua culpa com medo de morrer; mas não teve um arrependimento genuíno, nem manifestou mudança de propósito ou vontade de abandonar o pecado. Judas Iscariotes, depois de trair seu Senhor, exclamou: “Pequei, traindo sangue inocente”. Mateus 27:4. CC 23.3
“A confissão brotou de uma mente culpada por um terrível senso de condenação e pelo temor do julgamento que o aguardava. As conseqüências o enchiam de pavor, mas não havia uma tristeza profunda, nem um coração quebrantado por haver traído o imaculado Filho de Deus e negado o Santo de Israel. Faraó, quando sofreu os juízos de Deus, reconheceu seu pecado apenas para livrar-se de maiores castigos, mas voltou a desafiar o Céu assim que as pragas foram suspensas. Todos esses lamentaram os resultados do pecado, mas não se entristeceram pelo próprio pecado.” CC 24.1
“Quando o coração permite que o Espírito de Deus o influencie, a consciência é despertada, e o pecador começa a discernir a profundidade e santidade da lei de Deus, que é o alicerce do Seu governo no Céu e na Terra. A “luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (João 1:9) chega também aos segredos do coração, e as coisas que estão escondidas são reveladas. Um senso de culpa apodera-se da mente e do coração dessa pessoa. Ela passa a sentir a justiça de Jeová, e experimenta um sentimento de horror, em sua própria culpa e impureza, diante do Deus que conhece tudo o que vai dentro do coração. Vê o amor de Deus, a beleza da santidade, a alegria da pureza, e deseja ser purificada e ver restaurada sua comunhão com o Céu.” CC 24.2
“A oração de Davi após sua queda ilustra a natureza da verdadeira tristeza pelo pecado. Seu arrependimento foi sincero e profundo. Não houve esforço para minimizar sua culpa. Sua oração não foi inspirada pelo desejo de escapar do julgamento que o ameaçava. Davi tomou consciência da grandeza da sua transgressão, viu a contaminação da sua mente e passou a aborrecer o pecado. Ele não orou somente pelo perdão, mas para ter o coração purificado. Ele passou a anelar a alegria da santidade e a restauração da harmonia e da comunhão com Deus. Assim ele se expressou:” CC 24.3
“Um arrependimento como esse está além do nosso alcance; somente podemos obtê-lo em Cristo, Aquele que subiu ao Céu e concedeu dons aos homens. É precisamente nesse ponto que muitos erram, e deixam de receber o auxílio que Cristo quer lhes dar. Eles acham que não podem ir a Cristo sem que primeiro se arrependam, e que o arrependimento lhes prepara o caminho para o perdão de seus pecados. É verdade que o arrependimento precede o perdão dos pecados, pois somente o coração quebrantado e contrito sentirá a necessidade de um Salvador. Mas será que o pecador deve esperar até que tenha se arrependido para ir a Jesus? Será que o arrependimento tem que ser um obstáculo entre o pecador e o Salvador? CC 25.3
“A Bíblia não ensina que o pecador precisa arrepender-se antes de atender o convite de Cristo: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei”. Mateus 11:28. É a virtude que vem de Cristo que conduz ao verdadeiro arrependimento. Pedro esclareceu o assunto em sua declaração aos israelitas ao dizer: “Deus, porém, com a Sua destra, O exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados”. Atos dos Apóstolos 5:31. Não podemos arrepender-nos sem que o Espírito de Cristo nos desperte a consciência para o fato de que, sem Cristo, não podemos ser perdoados.” CC 26.1