A oração na prática

Lição 7, 2º trimestre, 9 a 15 de maio de 2026

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Sábado à Tarde, 9 de Maio

Memory Text:

“Confiai nele em todos os tempos; vós povos, derramai o vosso coração diante dele; Deus é um refúgio para nós. Selá..” BKJ — Salmos 62:8


“A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Os olhos da fé discernirão a Deus muito próximo, e o suplicante pode obter preciosa evidência do amor e cuidado divinos por ele. Mas por que será que tantas orações nunca são atendidas? Declara Davi: “A Ele clamei com a minha boca, e Ele foi exaltado pela minha língua. Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá.” Salmos 66:17, 18. O Senhor nos dá a promessa: “E buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração.” Jeremias 29:13. Refere-Se Ele, ainda, a alguns que “não clamaram a Mim com seu coração”. Oséias 7:14. Tais petições são orações formais, tão-somente culto de lábios, que o Senhor não aceita. T4 533.3

“A oração que Natanael ofereceu enquanto estava debaixo da figueira, veio-lhe de um coração sincero, e foi ouvida e respondida pelo Mestre. Cristo lhe disse: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.” João 1:47. O Senhor lê o coração de todos e entende os seus motivos e propósitos. “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” Tiago 5:16. Ele não será vagaroso em ouvir aqueles que Lhe abrem o coração, não se exaltam, mas sinceramente sentem a sua grande fraqueza e indignidade. T4 534.1

“Há necessidade de oração — oração totalmente sincera, fervorosa, angustiante — oração como a que Davi fez quando exclamou: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por Ti, ó Deus!” Salmos 42:1. “Eis que tenho desejado os Teus preceitos.” Salmos 119:40. “Tenho desejado a Tua salvação.” Salmos 119:174. “A minha alma está anelante e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.” Salmos 84:2. “A minha alma está quebrantada de desejar os Teus juízos em todo o tempo.” Salmos 119:20. Este é o espírito da oração perseverante, espírito possuído pelo rei salmista.” T4 534.2

Domingo, 10 de Maio 

Elias – Orando em meio à crise


Leia 1 Reis 19:1-18, observando especialmente as orações de Elias e a maneira como Deus interagiu com ele. O que provocou o desânimo de Elias? Em que a resposta de Deus foi diferente do que aconteceu no monte Carmelo?

“Com a morte dos profetas de Baal, abriu-se o caminho para levar avante uma poderosa reforma espiritual. Os juízos do Céu haviam sido executados; o povo havia confessado seus pecados e reconhecido o Deus de seus pais. Agora a maldição seria retirada, e a terra seria refrescada com chuva. ‘Sobe, come e bebe’, disse Elias a Acabe, ‘porque há ruído de abundante chuva.’ Então o profeta subiu ao cume do monte para orar.” — Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 82.1

“À porta de Jezreel, Elias e Acabe se separaram. O profeta, escolhendo permanecer fora dos muros, envolveu-se em sua capa e deitou-se sobre a terra nua para dormir. O rei logo alcançou o abrigo de seu palácio e relatou à esposa os acontecimentos do dia. Ao ouvir sobre a morte dos profetas idólatras, Jezabel, endurecida e impenitente, ficou furiosa. Recusou-se a reconhecer a providência de Deus e, ainda desafiadora, declarou ousadamente que Elias deveria morrer.” — Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 84.1- Tradução Livre

“Naquela noite, um mensageiro despertou o profeta cansado e entregou-lhe a mensagem de Jezabel: ‘Assim me façam os deuses, e ainda mais, se eu não fizer a tua vida como a vida de um deles até amanhã a esta hora.’” — Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 84.2

“Pareceria que, depois de demonstrar uma coragem tão destemida e de triunfar tão completamente sobre o rei, os sacerdotes e o povo, Elias jamais poderia ter cedido à desconfiança ou ter sido dominado pela timidez. Mas, nesta hora sombria, sua fé e coragem o abandonaram. Atordoado, levantou-se de seu sono. A chuva caía dos céus, e a escuridão estava por toda parte. Esquecendo-se de que, três anos antes, Deus havia dirigido seu caminho a um lugar de refúgio, o profeta agora fugia para salvar a própria vida.” — Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 84.3

“Então o rei muito se irou e enfureceu, e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia.” PR 251.2

“Elias não deveria ter fugido. Ele deveria ter enfrentado a ameaça de Jezabel com um apelo por proteção Àquele que o havia comissionado. Deveria ter dito ao mensageiro que o Deus em quem confiava o protegeria contra o ódio da rainha. Se tivesse feito de Deus o seu refúgio e fortaleza, teria sido guardado do mal. O Senhor teria enviado Seus juízos sobre Jezabel, e a impressão feita sobre o rei e o povo teria produzido uma grande reforma.” — Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 84.4

“Elias havia esperado que, após o milagre no Carmelo, Jezabel já não tivesse influência sobre Acabe e que houvesse uma rápida reforma em todo o Israel. Todo o dia no Carmelo ele havia trabalhado sem alimento. Contudo, quando guiou o carro de Acabe até Jezreel, sua coragem estava firme apesar do cansaço físico. Mas uma reação frequentemente segue a fé elevada e o sucesso glorioso. Elias temeu que a reforma iniciada não fosse duradoura, e a depressão o dominou. Nesse tempo de desânimo, com a ameaça de Jezabel ressoando em seus ouvidos e Satanás aparentemente ainda prevalecendo, ele perdeu sua confiança em Deus.” — Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 85.1

“Esquecendo-se de Deus, Elias fugiu cada vez mais, até que se encontrou em um deserto solitário. Completamente exausto, sentou-se para descansar debaixo de um zimbro e pediu que pudesse morrer: ‘Já basta; ó Senhor, toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais’ (1 Reis 19:4). Com o espírito esmagado pela amarga decepção, desejava nunca mais ver o rosto de um homem. Por fim, exausto, caiu em sono.” — Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 85.2

“A todos chegam tempos de profunda decepção e desânimo — dias em que é difícil crer que Deus ainda seja bondoso, dias em que os problemas nos afligem até que a morte pareça preferível à vida. Então muitos perdem sua confiança em Deus e são levados à escravidão da dúvida e da incredulidade. Se pudéssemos, nesses momentos, discernir o significado das providências divinas, veríamos anjos procurando salvar-nos de nós mesmos, esforçando-se por firmar nossos pés sobre um fundamento sólido, e nova fé, nova vida, brotariam em nosso ser.” — Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 85.3

Segunda, 11 de Maio 

Quando as orações parecem não ser respondidas

Talvez você esteja orando por algo há muito tempo – quem sabe há anos – e pareça que Deus não ouve suas preces. A Bíblia nos diz: “Peçam, e lhes será dado” (Mt 7:7) e também: “Se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve” (1Jo 5:14). Como você compreende essas promessas?

“Em alguns casos de cura, Jesus não concedeu imediatamente a bênção buscada. No caso da lepra, todavia, tão depressa foi feito o apelo, seguiu-se a promessa. Quando pedimos bênçãos terrestres, a resposta a nossa oração talvez seja retardada, ou Deus nos dê outra coisa que não aquilo que pedimos; não assim, porém, quando pedimos livramento do pecado. É Sua vontade limpar-nos dele, tornar-nos Seus filhos, e habilitar-nos a viver uma vida santa. Cristo “Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai”. Gálatas 1:4. E “esta é a confiança que temos nEle, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fizemos”. 1 João 5:14, 15. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. 1 João 1:9. DTN 180.3

“A oração de Ana não foi ouvida por ouvido humano, mas entrou no ouvido do Senhor dos Exércitos. Com fervor ela suplicava que Deus removesse sua afronta e lhe concedesse a dádiva mais altamente estimada pelas mulheres daquela época — a bênção da maternidade. Enquanto lutava em oração, sua voz não emitia som, mas seus lábios se moviam e seu semblante revelava profunda emoção. E agora outra prova aguardava a humilde suplicante. Quando o olhar de Eli, o sumo sacerdote, caiu sobre ela, apressadamente decidiu que estava embriagada. Festas e banquetes quase haviam substituído a verdadeira piedade entre o povo de Israel. Casos de intemperança, até mesmo entre mulheres, eram frequentes, e Eli resolveu aplicar o que considerava uma repreensão merecida: ‘Até quando estarás embriagada? Aparta de ti o teu vinho’ (1 Samuel 1:14, ACF).” — Ellen G. White, Signs of the Times, 27 de outubro de 1881, par. 9

“Em sua oração, Ana havia feito um voto de que, se seu pedido fosse atendido, dedicaria seu filho ao serviço de Deus. Esse voto ela revelou ao marido, e ele o confirmou em um ato solene de adoração, antes de deixar Siló.” — Ellen G. White, Signs of the Times, 27 de outubro de 1881, par. 11

Terça, 12 de Maio 

Jesus nos ensina a orar

Jesus nos ensina a chamar Seu Pai nosso Pai. Ele não Se envergonha de nos chamar irmãos. Hebreus 2:11. Tão pronto, tão ansioso é o coração do Salvador de acolher-nos como membros da família de Deus, que logo nas primeiras palavras que devemos usar ao aproximar-nos de Deus, dá-nos a certeza de nossa divina relação — ‘Pai’”. MDC 103.3

“Para santificarmos o nome do Senhor é necessário que as palavras em que falamos do Ser Supremo sejam pronunciadas com reverência. “Santo e tremendo é o Seu nome.” Salmos 111:9. Não devemos nunca, de qualquer modo, tratar com leviandade os títulos ou nomes da Divindade. Ao orar, penetramos na sala de audiência do Altíssimo, e devemos ir à Sua presença possuídos de santa reverência. Os anjos velam o rosto em Sua presença. Os querubins e os santos serafins aproximam-se de Seu trono com solene reverência. Quanto mais deveríamos nós, seres finitos e pecadores, apresentar-nos de modo reverente perante o Senhor, nosso Criador! MDC 106.2

“Deus é nosso Pai, que nos ama e de nós cuida, como filhos Seus que somos; Ele é também o grande Rei do Universo. Os interesses de Seu reino são nossos interesses, e nós devemos trabalhar por seu erguimento.” MDC 107.2

“A vontade de Deus exprime-se nos preceitos de Sua santa lei, e os princípios desta lei são os mesmos princípios do Céu. Os anjos celestes não atingem mais alto conhecimento do que saber a vontade de Deus; e fazer Sua vontade é o mais elevado serviço em que se possam ocupar suas faculdades.” MDC 109.1

“A primeira metade da oração que Jesus nos ensinou, diz respeito ao nome, ao reino e à vontade de Deus — que Seu nome seja honrado, Seu reino estabelecido, e Sua vontade cumprida. Depois de assim haverdes tornado o serviço de Deus a primeira coisa em vosso interesse, podeis pedir com confiança de que vossas próprias necessidades serão supridas. Se renunciastes ao próprio eu, entregando-vos a Cristo, sois um membro da família de Deus, e tudo quanto há na casa de vosso Pai vos pertence. Todos os tesouros de Deus vos estão franqueados — tanto o mundo que agora existe, como o por vir. O ministério dos anjos, o dom de Seu Espírito, os labores de Seus servos — tudo é para vós. O mundo, com tudo que nele há, pertence-vos até onde isto seja para vosso benefício. A própria inimizade do maligno se demonstrará uma bênção, na disciplina que vos proporciona para o Céu. Se “vós sois de Cristo”, “tudo é vosso”. 1 Coríntios 3:23, 21. MDC 110.2

“Jesus nos ensina que só poderemos receber o perdão de Deus se também nós perdoarmos aos outros. É o amor de Deus que nos atrai para Ele, e esse amor não nos pode tocar o coração sem criar amor por nossos irmãos.” MDC 113.2

“A tentação é um estímulo a pecar, e isto não procede de Deus, mas de Satanás, e do mal que há em nosso próprio coração. “Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.” Tiago 1:13. MDC 116.2

“A última, como a primeira sentença da Oração do Senhor, volve-nos para o Pai como Se achando acima de todo poder e autoridade e todo nome que se nomeia. O Salvador contemplou os anos que se estendiam diante dos Seus discípulos, não como haviam sonhado, ao brilho da prosperidade e da honra mundanas, mas obscurecidos pelas tempestades do ódio humano e da ira satânica. Por entre os conflitos e ruína nacionais, seriam os passos dos discípulos rodeados de perigos, oprimindo-se-lhes muitas vezes o coração de temor. Eles veriam Jerusalém reduzida à desolação, o templo arrasado, seu culto para sempre acabado, e Israel disperso para todas as terras, quais náufragos em uma praia deserta. Jesus disse: “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras.” “... se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são princípio de dores.” Mateus 24:6-8. Todavia os seguidores de Cristo não deviam temer que sua esperança ficasse perdida, ou que Deus houvesse abandonado a Terra. O poder e a glória pertencem Àquele cujos grandes desígnios avançam ainda, não entravados, rumo à consumação. Na oração que exprime suas necessidades diárias, os discípulos de Cristo foram guiados a olhar acima de todo poder e domínio do mal, ao Senhor seu Deus, cujo reino domina sobre todos, e o qual é seu Pai e seu Amigo eternamente.” MDC 120.1

Quarta, 13 de Maio 

Louvor, Confissão, Pedidos, Ação de Graças


 Leia a oração de Daniel em Daniel 9:4-19 e identifique as diferentes partes dessa oração.

“E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para O buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza. E orei ao Senhor, meu Deus, e confessei. Daniel 9:3, 4. Para Conhecê-lo 268.1

“O exemplo de Daniel, de oração e confissão, é dado para nosso ensino e encorajamento. ... Sabia Daniel que o tempo designado para o cativeiro de Israel estava quase expirado; não julgava, porém, que pelo fato de haver Deus prometido libertá-los, não tivessem eles parte alguma a desempenhar. Jejuando e em contrição, buscou ao Senhor, confessando seus próprios pecados, assim como os do povo. ... Para Conhecê-lo 268.2

“Daniel não alega nada em razão de sua própria bondade; diz, porém: “Inclina, ó Deus meu, os Teus ouvidos e ouve; abre os Teus olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo Teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados em nossas justiças, mas em Tuas muitas misericórdias.” Daniel 9:18. A intensidade de seu desejo torna-o veemente e fervoroso. Prossegue: “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e opera sem tardar; por amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a Tua cidade e o Teu povo se chamam pelo Teu nome.” Daniel 9:19. Para Conhecê-lo 268.3

“Que oração foi essa, provinda dos lábios de Daniel! Que humilhação de alma não revela! O calor do fogo celestial foi reconhecido nas palavras que ascendiam a Deus. O Céu respondeu aquela oração, enviando a Daniel um mensageiro. Em nossos dias, as orações feitas de maneira semelhante, prevalecerão junto a Deus. “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” Tiago 5:16. Como nos tempos antigos, quando se fazia oração, descia fogo do Céu e consumia o sacrifício sobre o altar, assim, em resposta a nossas orações, o fogo celestial descerá sobre nós. Serão nossos a luz e poder do Espírito Santo. ... Aquele Deus que ouviu a oração de Daniel, ouvirá a nossa, se dEle nos aproximarmos com contrição. Nossas necessidades são tão urgentes como aquelas, nossas dificuldades são igualmente grandes, e precisamos ter a mesma intensidade de propósito, e com fé transferir nosso fardo para o grande Portador deles. Há em nossos dias necessidade de corações tão profundamente comovidos como nos dias em que Daniel orou.” — The Review and Herald, 9 de Fevereiro de 1897. Para Conhecê-lo 268.4

Quinta, 14 de Maio 

Outras perguntas sobre oração

“Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. Nosso Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, um solicitador junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações. Ele é nosso exemplo em todas as coisas. É um irmão em nossas fraquezas, pois “como nós, em tudo foi tentado” (Hebreus 4:15); mas, sem pecado como era, Sua natureza recuava do mal; suportou lutas e agonias de alma num mundo de pecado. Sua humanidade tornou-Lhe a oração uma necessidade, e privilégio. Encontrava conforto e alegria na comunhão com o Pai. E se o Salvador dos homens, o Filho de Deus, sentia a necessidade de orar, quanto mais devemos nós, débeis e pecaminosos mortais que somos, sentir a necessidade de fervente e constante oração! CSA 26.5. Caminho a Cristo 93.4

“As trevas do maligno envolvem os que negligenciam a oração. As sutis tentações do inimigo os incitam ao pecado; e tudo isso por não fazerem uso do privilégio da oração, que Deus lhes conferiu. Por que deveriam os filhos e filhas de Deus ser tão relutantes em orar, quando a oração é a chave nas mãos da fé para abrir o celeiro do Céu, onde se acham armazenados os ilimitados recursos da Onipotência? Sem oração constante e diligente vigilância, estamos em perigo de tornar-nos descuidosos e desviar-nos do caminho verdadeiro… CSA 27.1. Caminho a Cristo 94.2

“Há certas condições sob as quais podemos esperar que Deus ouça nossas orações e a elas atenda. Uma das primeiras delas é sentirmos nossa necessidade de Seu auxílio… O coração tem de estar aberto à influência do Espírito; ao contrário não pode ser obtida a bênção de Deus… CSA 27.2. Caminho a Cristo 95.1

“Outro elemento da oração perseverante é a fé… Jesus disse a Seus discípulos: “Tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis.” Marcos 11:24… CSA 27.3. Caminho a Cristo 96.1

“Quando não recebemos exatamente as coisas que pedimos, no momento em que pedimos, ainda devemos crer que o Senhor ouve e que Ele responderá às nossas orações... Quando nossas orações parecem não ser atendidas, devemos nos apegar à promessa; pois o tempo da resposta certamente virá, e receberemos a bênção de que mais necessitamos... Deus é sábio demais para errar, e bom demais para negar qualquer coisa boa àqueles que andam retamente.” — Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde e Alimentação, p. 27.4

Sexta, 15 de Maio 

Estudo Adicional

“Há necessidade de oração — oração totalmente sincera, fervorosa, angustiante — oração como a que Davi fez quando exclamou: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por Ti, ó Deus!” Salmos 42:1. “Eis que tenho desejado os Teus preceitos.” Salmos 119:40. “Tenho desejado a Tua salvação.” Salmos 119:174. “A minha alma está anelante e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.” Salmos 84:2. “A minha alma está quebrantada de desejar os Teus juízos em todo o tempo.” Salmos 119:20. Este é o espírito da oração perseverante, espírito possuído pelo rei salmista. T4 534.2

“Daniel orou a Deus, não exaltando a si mesmo ou reivindicando qualquer mérito; “ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e opera sem tardar; por amor de Ti mesmo, ó Deus meu”. Daniel 9:19. Isso é o que Tiago chama oração eficaz e fervorosa. De Cristo é dito: “E, posto em agonia, orava mais intensamente.” Lucas 22:44. Em que contraste com esta intercessão feita pela Majestade do Céu se acham as orações fracas, insensíveis, que são feitas a Deus! Muitos se satisfazem com o culto de lábios, e bem poucos têm sincero, fervoroso e afetuoso anelo de Deus. T4 534.3

“A comunhão com Deus comunica à alma um íntimo conhecimento de Sua vontade. Mas muitos que professam a fé não sabem o que é verdadeira conversão. Não têm experiência e comunhão com o Pai através de Jesus Cristo, e nunca sentiram o poder da graça divina para santificar o coração. Orar e pecar, pecar e orar, a vida deles está cheia de maldade, engano, inveja, ciúmes e amor-próprio. As orações desse grupo são uma abominação a Deus. A oração verdadeira ocupa as energias da alma e afeta a vida. Aquele que assim desabafa suas necessidades perante Deus, sente o vazio de tudo o mais, debaixo do céu. “Senhor, diante de Ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não Te é oculto”, disse Davi. Salmos 38:9. “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus.” Salmos 42:2. “Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma.” Salmos 42:4. T4 534.4

“Ao crescer os nossos números, planos mais amplos devem ser estabelecidos para atender à crescente demanda dos tempos; mas não vemos aumento especial de piedade fervorosa, de simplicidade cristã e sincera devoção. A igreja parece contente em apenas dar os primeiros passos na conversão. Está mais pronta para o trabalho ativo do que para humilde devoção — mais pronta para empenhar-se em serviço religioso exterior do que para a obra interior do coração. A meditação e a oração são negligenciadas pelo burburinho e exibição. A religião deve começar com o esvaziar do coração e sua purificação, e deve ser nutrida pela oração diária. T4 535.1

“O firme progresso de nossa obra e nossas crescentes instalações estão enchendo de satisfação e orgulho o coração e a mente de muitos de nosso povo, que tememos tomarão o lugar do amor de Deus na alma. A atividade intensa na parte mecânica, mesmo na obra de Deus, pode ocupar a mente de tal maneira que a oração seja negligenciada, e a importância própria e a auto-suficiência, tão prontas para impor os seus meios, tomarão o lugar da verdadeira virtude, mansidão e humildade de coração. O zeloso clamor pode ser ouvido: “Templo do Senhor, templo do Senhor é este.” Jeremias 7:4. “Vai comigo e verás o meu zelo para com o Senhor.” 2 Reis 10:16. Mas onde estão os que assumem responsabilidades? Onde estão os pais e mães em Israel? Onde estão aqueles que têm no coração preocupação pelas almas, e que têm cuidadosa simpatia pelos semelhantes, prontos para colocar-se em qualquer posição a fim de salvá-los da ruína eterna?” T4 535.2