“Eu amo o SENHOR porque ele ouviu a minha voz e as minhas súplicas. Porque ele inclinou o seu ouvido a mim; portanto eu o chamarei enquanto eu viver.” BKJ — Salmos 116:1, 2
“Quando o senso da benignidade do Senhor está de contínuo refrigerando o espírito, será revelado na fisionomia por uma expressão de paz e alegria. Será manifestado nas palavras e em obras. E o generoso Espírito Santo de Cristo, atuando no coração, dará lugar na vida a uma convertedora influência sobre outros. ...” RH May 7, 1908, par. 1. A Maravilhosa Graça de Deus 328.3
“Não temos razão para falar da bondade de Deus e contar o Seu poder? Quando os amigos são bondosos conosco, consideramos um privilégio agradecê-los por sua bondade. Quanto mais devemos considerar uma alegria agradecer ao Amigo que nos deu todo dom bom e perfeito. Então, cultivemos em cada igreja a gratidão a Deus. Eduquemos nossos lábios para louvar a Deus no círculo da família. Ensinemos nossos filhos a oferecer louvor e ações de graças a Deus. Que nossos dons e ofertas declarem nossa gratidão pelos favores que diariamente recebemos. Em tudo devemos manifestar a alegria do Senhor e tornar conhecida a mensagem da graça salvadora de Deus.” Review and Herald, 7 de maio de 1908, par. 3 – Tradução Livre
“Todo o céu está interessado em nossa salvação. Os anjos de Deus, milhares de milhares e dez mil vezes dez mil, são comissionados para ministrar àqueles que hão de herdar a salvação. Eles nos guardam contra o mal e repelem os poderes das trevas que buscam nossa destruição. Não temos razão para ser agradecidos a cada momento, agradecidos mesmo quando há aparentes dificuldades em nosso caminho?” Review and Herald, 7 de maio de 1908 – Tradução Livre
Leia Daniel 2:20-23. Por que Daniel orou, e o que podemos aprender com essa oração?
“Logo depois que Daniel e seu companheiros entraram no serviço do rei de Babilônia, ocorreram acontecimentos que revelaram a uma nação idólatra o poder e a fidelidade do Deus de Israel. Nabucodonosor teve um sonho singular, pelo qual “seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o seu sono”. Mas embora a mente do rei estivesse profundamente impressionada, foi-lhe impossível, quando despertou, recordar as particularidades.” PR 250.1
“Em sua perplexidade, Nabucodonosor reuniu os seus sábios… exigiu deles que lhe revelassem o que poderia trazer-lhe tranqüilidade à mente.” PR 250.2
“Não há ninguém sobre a Terra”, eles objetaram, “que possa declarar a palavra ao rei; pois nenhum rei há, senhor ou dominador, que requeira coisa semelhante de algum mago, ou astrólogo, ou caldeu. Porquanto a coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que a possa declarar diante do rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne.” PR 251.1
“Então o rei muito se irou e enfureceu, e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia.” PR 251.2
“Entre as pessoas procuradas pelos oficiais que se estavam preparando para cumprir o estipulado no decreto real, estavam Daniel e seus companheiros. Quando informados que de acordo com o decreto também eles deviam morrer, Daniel inquiriu de Arioque, capitão da guarda do rei, “avisada e prudentemente”: “Por que se apressa tanto o mandado da parte do rei?” Arioque contou-lhe a história da perplexidade do rei a respeito de seu notável sonho, e seu fracasso no sentido de conseguir auxílio da parte daqueles que até então tinham desfrutado sua mais plena confiança. Depois de ouvir isto, Daniel, tomando sua vida em suas mãos, aventurou-se a ir à presença do rei, e rogou-lhe tempo, para que pudesse suplicar ao seu Deus que lhe revelasse o sonho e a sua interpretação. PR 251.3
“A este pedido o monarca concordou. “Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros”. Daniel 2:10-17. Juntos buscaram sabedoria da Fonte de luz e conhecimento. Sua fé era forte na certeza de que Deus tinha-os colocado onde estavam, que eles estavam fazendo a Sua obra e cumprindo os reclamos do dever. Em tempos de perplexidade e perigo tinham-se voltado sempre para Ele em busca de guia e proteção, e Ele Se mostrara um auxílio sempre presente. Agora com coração contrito submetiam-se de novo ao Juiz da Terra, implorando que lhes desse livramento neste tempo de especial necessidade. E eles não suplicaram em vão. O Deus a quem tinham honrado, honrava-os agora. O Espírito do Senhor repousou sobre eles, e a Daniel, “numa visão da noite”, foi revelado o sonho do rei e seu significado.” PR 251.4
Leia Daniel 6:10 e 11. O que esses versículos nos revelam sobre Daniel?
“Mas será que Daniel deixou de orar porque esse decreto deveria entrar em vigor? — Não, justamente naquele momento ele precisava orar. ‘Quando Daniel soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa; e, estando abertas as janelas do seu quarto, que davam para Jerusalém, três vezes por dia se punha de joelhos, orava e dava graças diante de seu Deus, como costumava fazer.’ Daniel não procurou esconder sua lealdade a Deus. Ele não orou apenas em silêncio, mas com sua voz, em alta voz, com a janela aberta para Jerusalém, ofereceu sua petição ao céu. Então seus inimigos apresentaram a queixa ao rei, e Daniel foi lançado na cova dos leões. Mas o Filho de Deus estava ali. O anjo do Senhor acampou ao redor do servo do Senhor, e quando o rei veio pela manhã e chamou: ‘Ó Daniel, servo do Deus vivo, o teu Deus, a quem continuamente serves, pôde livrar-te dos leões?’ Então Daniel respondeu ao rei: ‘Ó rei, vive para sempre. O meu Deus enviou o Seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem mal.’ Nenhum dano lhe sobreveio, e ele magnificou o Senhor Deus do céu.” Review and Herald, 3 de maio de 1892, par. 11 – Tradução Livre
Leia os textos a seguir e observe a experiência de pessoas que se ajoelharam ao orar. Dn 6:10; Lc 22:41; At 7:60; 9:40; 20:36
“Tenho recebido cartas perguntando-me sobre a posição que deve ser assumida pela pessoa ao fazer oração ao Soberano do Universo. Onde obtiveram nossos irmãos a idéia de que deviam ficar em pé quando oram a Deus? Alguém que por cerca de cinco anos se educou em Battle Creek foi solicitado a fazer a oração antes que a irmã White falasse ao povo. Mas quando o vi pôr-se em pé enquanto os lábios se iam abrir em oração a Deus, minha alma foi levada no íntimo a dar-lhe uma repreensão pública. Chamando-o por nome, disse-lhe: “Prostre-se de joelhos!” Esta é sempre a posição apropriada. ME2 311.1
“‘E apartou-Se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-Se de joelhos, orava.’ Lucas 22:41.” ME2 311.2
“‘Mas Pedro fazendo-as sair a todas, pôs-se de joelhos e orou, e voltando-se para o corpo disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e vendo a Pedro, assentou-se.’ Atos dos Apóstolos 9:40.” ME2 311.3
“‘E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.’ Atos dos Apóstolos 7:59, 60.” ME2 311.4
“‘E, havendo dito isto pôs-se de joelhos, e orou com todos eles.’ Atos dos Apóstolos 20:36.” ME2 312.1
“‘E, havendo passado ali aqueles dias, saímos e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, com suas mulheres e filhos, até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos.’ Atos dos Apóstolos 21:5.” ME2 312.2
“‘E perto do sacrifício da tarde me levantei na minha aflição, havendo já rasgado o meu vestido e o meu manto, e me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o Senhor meu Deus, e disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a Ti a minha face, meu Deus; porque as nossas iniqüidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos céus.’ Esdras 9:5, 6.” ME2 312.3
“‘Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou.’ Salmos 95:6.” ME2 312.4
“‘Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.’ Efésios 3:14. E todo este capítulo, se o coração for receptivo, será uma lição preciosa como a que mais o seja. ME2 312.5
“Quando em oração a Deus a posição indicada é prostrado de joelhos. Este ato de culto foi exigido dos três hebreus cativos na Babilônia. ... Mas tal ato era preito que só devia ser prestado a Deus — o Soberano do mundo, o Dominador do Universo; e esses três hebreus recusaram-se a dar essa honra a qualquer ídolo, mesmo que fosse de ouro puro. Ao fazer assim, estariam, para todos os efeitos, a prostrar-se ao rei da Babilônia. Recusando-se a fazer como o rei ordenara, sofreram o castigo, e foram lançados na fornalha de fogo ardente. Mas Cristo veio pessoalmente e andou com eles no meio do fogo e nada de mal lhes sucedeu. ME2 312.6
“Tanto no culto público como no particular é nosso dever prostrar-nos de joelhos diante de Deus quando Lhe dirigimos nossas petições. Este procedimento mostra nossa dependência de Deus. ME2 312.7
“Na dedicação do Templo, Salomão estava em pé a olhar para o altar. No átrio do templo havia uma base de metal, e depois de subi-la ele ficou em pé e levantou as mãos ao céu, e abençoou a enorme congregação de Israel, e toda a congregação de Israel estava em pé. ... ME2 312.8
“‘Porque Salomão tinha feito uma base de metal, de cinco côvados de comprimento, e de cinco côvados de largura, e três côvados de altura, e a tinha posto no meio do pátio e pôs-se nela em pé, e ajoelhou-se em presença de toda a congregação de Israel, e estendeu as suas mãos para o céu.’ 2 Crônicas 6:13.” ME2 313.1
“A longa oração que ele fez então era apropriada para a ocasião. Foi inspirada por Deus, respirando os sentimentos da mais elevada piedade combinada com a mais profunda humildade.” ME2 313.2
Read Joshua 1:4–6 and Hebrews 6:17, 18. At that moment, the Promised Land was exactly that, a promise. Yet, God calls it an inheritance. What does it mean to be the heirs of God’s promises?
“Enoque viveu em uma era corrupta, quando o poder moral era muito fraco. A corrupção fervilhava ao seu redor; contudo, ele andou com Deus. Educou sua mente para a devoção — para pensar em coisas puras e santas; e sua conversação era sobre coisas santas e divinas. Ele foi feito companheiro de Deus. Andou com Ele e recebeu Seu conselho. Teve de enfrentar as mesmas tentações que nós enfrentamos. A sociedade que o cercava não era mais favorável à justiça do que a sociedade que nos cerca atualmente. A atmosfera que respirava estava contaminada pelo pecado e pela corrupção, assim como a nossa; contudo, permaneceu incontaminado pelos pecados predominantes da época em que viveu. E assim também podemos permanecer tão puros e incorruptos quanto o fiel Enoque. Ele foi um representante dos santos vivendo em meio aos perigos e corrupções dos últimos dias. Por sua fiel obediência a Deus, foi trasladado. Da mesma forma, aqueles que estiverem vivos e permanecerem fiéis serão trasladados para o Céu. Serão removidos de um mundo pecaminoso e corrupto para as alegrias puras do Céu.” Review and Herald, 23 de agosto de 1881, par. 5 – Tradução Livre
“Estamos vivendo em uma era em que a impiedade prevalece. Os perigos dos últimos dias se adensam ao nosso redor, e porque a iniquidade se multiplica, o amor de muitos se esfria. Isso não precisa acontecer se todos vierem a Jesus e, confiantemente e com fé, n’Ele depositarem sua confiança. Sua mansidão e humildade, cultivadas, trarão paz, descanso e poder moral a cada alma.” Review and Herald, 2 de agosto de 1881, par. 5
“Jesus é atraente. É cheio de amor, misericórdia e compaixão. Propõe-Se a ser nosso amigo, a andar conosco através de todos os caminhos escabrosos da vida. Diz-vos Ele: Eu sou o Senhor, teu Deus; anda comigo e encherei de luz o teu caminho. Jesus, a Majestade do Céu, propõe-Se a elevar à comunhão com Ele os que a Ele vão ter com seus fardos, suas fraquezas e cuidados. Fá-los-á Seus filhos queridos, e afinal lhes dará herança de mais valor do que impérios de reis, uma coroa de glória mais rica do que qualquer que já ornou a fronte do mais exaltado rei terrestre. ...” RH August 2, 1881, par. 6. PC 318.1
“Se escolhemos viver com Cristo através das incessantes eras da eternidade, por que não escolhê-lo como nosso melhor, mais honrado e amado companheiro aqui? Cristo nos chama para andar com Ele neste mundo no caminho da humilde e confiante obediência, que assegurará uma vida pura, santa e feliz. Qual escolheremos — a liberdade em Cristo ou a escravidão e tirania no serviço de Satanás? É nosso privilégio ter uma caminhada calma, íntima e feliz com Jesus todos os dias em que vivermos.” Review and Herald, 2 de agosto de 1881, par. 7 – Tradução Livre.
Leia Êxodo 33:15-23. Qual é o conteúdo e o tom dessa conversa entre Moisés e o Senhor?
“Nunca antes o homem caído foi assim favorecido por Deus. Ao colocar sobre Moisés a grande obra de conduzir o Seu povo até a terra prometida, Ele condescendeu em manifestar-lhe a Sua glória como nunca havia feito a nenhum outro sobre a terra.” Spiritual Gifts, vol. 3, p. 289.2 – Tradução Livre
“Depois que o Senhor deu a Moisés todas essas graciosas garantias, será que ele descansou satisfeito e se acomodou contente? — Não; ele ainda desejava algo do Senhor; orou: ‘Rogo-te que me mostres a tua glória.’ E Ele disse: ‘Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e proclamarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer.’ A glória de Deus foi revelada a Moisés, e será revelada àqueles que a buscarem com a mesma intensidade que ele. Aqueles que assumiram os solenes votos do ministério devem revelar a glória de Deus. Devem viver com propósito único de glorificar seu Redentor. O eu deve morrer. ‘Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: prostituição, impureza, paixão desordenada, desejo maligno e avareza, que é idolatria.’” Review and Herald, 28 de julho de 1891, par. 7 – Tradução Livre
Em duas ocasiões, Moisés intercedeu por familiares. Quais eram as situações e o que poderia ter acontecido se ele não tivesse intervindo para mediar a situação?
• Arão: Êx 32:1-14, 31-34; Dt 9:20
• Miriã: Nm 12:13
“O fato de que Arão fora muito mais abençoado e honrado do que o povo, foi o que tornou o seu pecado tão hediondo. Foi Arão, “o santo do Senhor” (Salmos 106:16), que fizera o ídolo e anunciara a festa. Foi aquele que fora designado como o porta-voz de Moisés, e a respeito de quem o próprio Deus testificou: “Eu sei que ele falará muito bem” (Êxodo 4:14), foi ele que não pôde sustar os idólatras no seu intento de afronta ao Céu. Aquele por intermédio de quem Deus agira ao trazer juízo tanto sobre os egípcios como seus deuses, ouvira inabalável a proclamação ante a imagem fundida: “Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito”. Êxodo 32:8. Fora aquele que estivera com Moisés no monte, e ali vira a glória do Senhor, que vira que na manifestação daquela glória nada havia de que se pudesse fazer uma imagem, sim, foi ele que mudou aquela glória na semelhança de um boi. Aquele a quem Deus confiara o governo do povo na ausência de Moisés, foi encontrado a sancionar a sua rebelião. “O Senhor Se irou muito contra Arão para o destruir”. Deuteronômio 9:20. Mas em resposta à fervorosa intercessão de Moisés, sua vida foi poupada; e, com arrependimento e humilhação pelo seu grande pecado, foi restabelecido no favor de Deus.” PP 227.5
“Cedendo ao espírito de descontentamento, Miriã achou motivos de queixa nos acontecimentos que Deus de maneira especial dirigira. O casamento de Moisés lhe fora desagradável. O haver ele escolhido uma mulher de outra nação, em vez de tomar esposa dentre os hebreus, foi uma ofensa à sua família e ao orgulho nacional. Zípora era tratada com mal-disfarçado desprezo.” PP 276.4
“Deus escolhera a Moisés, e sobre ele pusera o seu Espírito; e Miriã e Arão, pelas suas murmurações, eram culpados de deslealdade, não somente para com o chefe que lhes fora designado, mas para com o próprio Deus. Os sediciosos faladores foram convocados ao tabernáculo, e levados perante Moisés. “Então, o Senhor desceu na coluna de nuvem e Se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã.” Sua pretensão ao dom profético não foi negada; podia ser que Deus lhes tivesse falado em visões e sonhos. Mas a Moisés, a quem o Senhor mesmo declarou “fiel em toda a Minha casa”, uma comunhão mais íntima fora concedida. Com ele o Senhor falava boca a boca. “Por que pois, não tiveste temor de falar contra o Meu servo, contra Moisés? Assim, a ira do Senhor contra eles se acendeu; e foi-Se.” A nuvem desapareceu do tabernáculo em sinal do desprazer de Deus, e Miriã foi castigada. Ela ficou “leprosa, como a neve”. Números 12:5-10. Arão foi poupado, mas teve severa repreensão no castigo de Miriã. Agora, com o orgulho humilhado até ao pó, Arão confessou seu pecado, e rogou que sua irmã não fosse deixada a perecer por aquele flagelo repugnante e mortal. Em resposta às orações de Moisés, a lepra foi purificada. Miriã foi, contudo, excluída do acampamento durante sete dias. O símbolo do favor divino não repousou de novo sobre o tabernáculo até que ela fosse banida do acampamento. Em atenção à sua elevada posição, pesarosos pelo golpe que sobre ela fora desferido, a multidão toda permaneceu em Hazerote, esperando sua volta. PP 277.3
O que Êxodo 32:31 e 32 nos ensina sobre como Moisés intercedia em oração?
“A menos que o castigo de pronto tivesse sido executado sobre os transgressores, ter-se-iam visto de novo os mesmos resultados. A Terra ter-se-ia tornado tão corrompida como nos dias de Noé. Houvessem sido poupados esses transgressores, e ter-se-iam seguido males maiores do que os que resultaram de poupar a vida de Caim. Foi pela misericórdia de Deus que milhares devessem sofrer, para evitar a necessidade de executar juízos sobre milhões. A fim de salvar a muitos, Ele tinha de castigar a poucos. Ademais, como o povo rejeitara sua submissão a Deus, privara-se da proteção divina, e, despojados de sua defesa, a nação toda estava exposta ao poder dos inimigos. Se o mal não tivesse sido prontamente eliminado, logo teriam eles caído presa de seus numerosos e poderosos adversários. Era necessário para o bem de Israel, e também como lição a todas as gerações subseqüentes, que o crime fosse imediatamente castigado. E não menos misericórdia era para os próprios pecadores que fossem suprimidos em seu mau caminho. Se sua vida houvesse sido poupada, o mesmo espírito que os levara a rebelar-se contra Deus ter-se-ia manifestado em ódio e contenda entre eles mesmos, e ter-se-iam finalmente destruído uns aos outros. Foi por amor ao mundo, por amor a Israel e mesmo pelos transgressores, que o crime foi punido com uma severidade breve e terrível. PP 230.2
“Apercebendo-se o povo da enormidade de sua falta, o terror invadiu todo o arraial. Receava-se que todos os culpados devessem ser extirpados. Compadecido da angústia deles, Moisés prometeu mais uma vez pleitear com Deus em seu favor. PP 230.3
“‘Vós pecastes grande pecado’, disse ele, ‘agora, porém, subirei ao Senhor; porventura farei propiciação por vosso pecado.’ Ele foi, e em sua confissão diante de Deus disse: ‘Ora, este povo pecou pecado grande, fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado, senão risca-me, peço-Te, do Teu livro, que tens escrito.’ A resposta foi: ‘Aquele que pecar contra Mim, a este riscarei Eu do Meu livro. Vai pois agora, conduze este povo para onde te tenho dito; eis que o Meu Anjo irá adiante de ti; porém, no dia da Minha visitação visitarei neles o seu pecado’. Êxodo 32:30-34. PP 230.4
“Na oração de Moisés, nosso espírito é dirigido para os registros celestiais, nos quais estão inscritos os nomes de todos os homens, e fielmente registradas as suas ações, quer sejam boas quer más. O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram ao serviço de Deus. Se quaisquer destes se afastam dEle, e por uma obstinada persistência no pecado se tornam finalmente endurecidos à influência do Espírito Santo, seus nomes serão no juízo apagados do livro da vida, e eles serão votados à destruição. Moisés se compenetrava de quão terrível seria a sorte do pecador; todavia, se o povo de Israel devesse ser rejeitado pelo Senhor, desejava ele que seu nome fosse apagado com o deles; não poderia resistir ao ver caírem os juízos de Deus sobre aqueles que haviam sido tão graciosamente libertos. A intercessão de Moisés em prol de Israel ilustra a mediação de Cristo pelo homem pecador. Mas o Senhor não permitiu que Moisés carregasse, como fez Cristo, a culpa do transgressor. ‘Aquele que pecar contra Mim’, disse Ele, ‘a este riscarei do Meu livro’. Êxodo 32:33.” PP 231.1
“O romanismo no Velho Mundo, e o protestantismo apóstata no Novo, adotarão uma conduta idêntica para com aqueles que honram todos os preceitos divinos. GC 615.2
“O povo de Deus será então imerso naquelas cenas de aflição e angústia descritas pelo profeta como o tempo de angústia de Jacó. “Assim diz o Senhor: Ouvimos uma voz de tremor, de temor mas não de paz. ... Por que se têm tornado macilentos todos os rostos? Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! e é tempo de angústia para Jacó; ele porém será livrado dela.” Jeremias 30:5-7. GC 616.1
“A noite de angústia de Jacó, quando lutou em oração para obter livramento da mão de Esaú (Gênesis 32:24-30), representa a experiência do povo de Deus no tempo de tribulação. Por causa do engano praticado a fim de conseguir a bênção de seu pai, destinada a Esaú, havia Jacó fugido para salvar a vida, alarmado pelas ameaças de morte feitas por seu irmão. Depois de ficar muitos anos como exilado, pôs-se a caminho, por ordem de Deus, para voltar com suas mulheres e filhos, rebanhos e gado, ao país natal. Chegando às fronteiras da terra, encheu-se de terror com as notícias da aproximação de Esaú à frente de um bando de guerreiros, indubitavelmente determinado à vingança. A multidão de Jacó, desarmada e indefesa, parecia prestes a cair desamparadamente como vítima da violência e morticínio. E ao fardo de ansiedade e temor acrescentou-se o peso esmagador da reprovação de si próprio; pois que era o seu pecado que acarretara este perigo. Sua única esperança estava na misericórdia de Deus; sua defesa única deveria ser a oração. Todavia, nada deixa de sua parte por fazer a fim de expiar a falta para com seu irmão, e desviar o perigo que o ameaçava. Assim, ao aproximarem-se do tempo de angústia, devem os seguidores de Cristo esforçar-se por se colocar em uma luz conveniente perante o povo, a fim de desarmar o preconceito e remover o perigo que ameaça a liberdade de consciência. GC 616.2