
“Para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição, e a participação em seus sofrimentos, sendo feito conforme à sua morte; para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos. BKJ — Filipenses 3:10, 11
“A boa árvore produzirá bom fruto. Se o fruto for de sabor desagradável e sem valor, a árvore é má. Assim o fruto dado na vida testifica das condições do coração e da excelência do caráter. As boas obras jamais poderão comprar a salvação; são, porém, um indício da fé que opera por amor e purifica a alma. E se bem que a recompensa eterna não seja concedida em virtude de nossos méritos, será todavia em proporção à obra realizada por meio da graça de Cristo.” DTN 216.2
“Que o assunto seja tornado distinto e claro: não é possível realizar nada em nossa posição diante de Deus ou no dom de Deus para nós por mérito da criatura. Se fé e obras pudessem comprar o dom da salvação para alguém, então o Criador estaria sob obrigação para com a criatura. Aqui surge uma oportunidade para que a falsidade seja aceita como verdade. Se qualquer homem puder merecer a salvação por qualquer coisa que faça, então ele está na mesma posição que o católico ao fazer penitência por seus pecados. A salvação, então, seria em parte uma dívida que poderia ser ganha como salário. Se o homem não pode, por nenhuma de suas boas obras, merecer a salvação, então ela deve ser inteiramente pela graça, recebida pelo homem como pecador porque ele recebe e crê em Jesus. É totalmente um dom gratuito. A justificação pela fé é colocada além de qualquer controvérsia. E toda essa controvérsia termina assim que se estabelece que os méritos do homem caído em suas boas obras nunca podem lhe garantir a vida eterna.—Manuscrito 36, 1890, 2, 3. (“Perigo de Ideias Falsas sobre a Justificação pela Fé,” sem data.)” 3MR 420.3 – Tradução Livre
Leia Filipenses 3:1-3. Que aspectos positivos e negativos Paulo destaca nesse texto e como eles se relacionam? De que forma ele descreve os crentes?
“Posto que a vida do cristão deva ser caracterizada pela humildade, não deveria assinalar-se pela tristeza e depreciação de si mesmo. É privilégio de cada um viver de tal maneira que Deus o aprove e abençoe. Não é da vontade de nosso Pai celestial que sempre estejamos sob condenação e trevas. O andar cabisbaixo e com o coração cheio de preocupações não constitui prova de verdadeira humildade. Podemos ir a Jesus e ser purificados, permanecendo diante da lei sem opróbrio e remorsos. “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:1. GC 477.2
“Por meio de Jesus os decaídos filhos de Adão se tornam “filhos de Deus.” “Assim O que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não Se envergonha de lhes chamar irmãos.” Hebreus 2:11. A vida cristã deve ser de fé, vitória e alegria em Deus. “Todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.” 1 João 5:4. Com acerto disse Neemias, servo de Deus: “A alegria do Senhor é a vossa força.” Neemias 8:10. E Paulo diz: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.” “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” Filipenses 4:4; 1 Tessalonicenses 5:16-18. GC
“São estes os frutos da conversão e santificação bíblica; e é porque os grandes princípios da justiça apresentados na lei de Deus são com tanta indiferença considerados pelo mundo cristão, que esses frutos são tão raramente testemunhados. É por isso que tão pouco se manifesta dessa profunda e estável obra do Espírito de Deus, a qual assinalava os avivamentos em anos anteriores. GC 478.1
“É ao contemplar que somos transformados. E, negligenciando os preceitos sagrados nos quais Deus revelou aos homens a perfeição e santidade de Seu caráter, e atraindo o espírito do povo aos ensinos e teorias humanos, que de estranho poderá haver no conseqüente declínio na viva piedade da igreja? Diz o Senhor: “A Mim Me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas.” Jeremias 2:13. GC 478.2
“‘Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios. ... Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem; e tudo quanto fizer prosperará.’ Salmos 1:1-3. É somente à medida que se restabeleça a lei de Deus à sua posição exata, que poderá haver avivamento da primitiva fé e piedade entre o Seu povo professo. ‘Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para vossa alma.’” Jeremias 6:16.” GC 478.3
Em Filipenses 3:4-6, Paulo menciona diversos aspectos de sua vida que, em outro tempo, ele viu como motivo de orgulho. Quais são esses aspectos? Como você descreveria os pontos positivos de sua própria vida, tanto do passado quanto do presente?
“Entre os guias judeus que ficaram profundamente abalados com o êxito que acompanhava a proclamação do evangelho, encontrava-se, preeminentemente, Saulo de Tarso. Cidadão romano de nascimento, Saulo era não obstante judeu por descendência, e fora educado em Jerusalém pelos mais eminentes rabis. “Da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim”, era Saulo “hebreu de hebreus”; segundo a lei, foi “fariseu, segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível” (Fp 3:5, 6). Era considerado pelos rabinos como um jovem altamente promissor, e grandes esperanças eram acariciadas com respeito a ele como capaz e zeloso defensor da antiga fé. Sua elevação a membro do Sinédrio colocou-o numa posição de poder. AA 62.1
“Saulo tinha tomado parte saliente no julgamento e condenação de Estêvão, e a impressionante evidência da presença de Deus com o mártir tinha-o deixado em dúvida quanto à justiça da causa que ele havia esposado contra os seguidores de Jesus. Sua mente estava profundamente agitada. Em sua perplexidade consultou aqueles em cuja sabedoria e juízo tinha plena confiança. Os argumentos dos sacerdotes e príncipes convenceram-no afinal de que Estêvão fora um blasfemo, que o Cristo que o discípulo martirizado pregara fora um impostor e que tinham forçosamente de ter razão esses que ministravam no santo serviço.” AA 62.2
“Não foi sem um rigoroso exame que Saulo chegou a essa conclusão. Mas, afinal, sua educação e preconceitos, seu respeito para com os mestres antigos, e seu orgulho e popularidade deram-lhe força para rebelar-se contra a voz da consciência e a graça de Deus. E, resolvido plenamente a dar razão aos sacerdotes e escribas, Saulo fez acérrima oposição às doutrinas ensinadas pelos discípulos de Jesus. Sua atividade, fazendo com que homens santos e santas mulheres fossem arrastados perante os tribunais, onde alguns eram condenados à prisão, e outros à morte mesmo, unicamente por causa de sua fé em Jesus, trouxe tristezas e pesares à igreja recentemente organizada, e fez muitos buscarem segurança na fuga. AA 62.3
“Os que foram expulsos de Jerusalém por esta perseguição “iam por toda a parte, anunciando a Palavra” (At 8:4). Entre as cidades para as quais foram, achava-se Damasco, onde a nova fé ganhou muitos conversos. AA 62.4
“Os sacerdotes e príncipes tinham esperado que por um esforço vigilante e severa perseguição a heresia pudesse ser suprimida. Compreendiam agora que deveriam prosseguir em outros lugares com as medidas decisivas tomadas em Jerusalém contra o novo ensino. Para o trabalho especial que desejavam fosse feito em Damasco, Saulo ofereceu os seus serviços: “Respirando ainda ameaças, e mortes contra os discípulos do Senhor”, ele “dirigiu-se ao sumo sacerdote, e pediu-lhe cartas para Damasco para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém” (At 9:1, 2). Assim, “com poder e comissão dos principais dos sacerdotes” (At 26:12), Saulo de Tarso, na força e vigor da varonilidade, e ardendo em um zelo mal entendido, pôs-se a caminho naquela memorável jornada, cujas estranhas ocorrências deveriam mudar todo o curso de sua vida. AA 62.5
“No último dia da viagem, “ao meio-dia” (At 26:13), quando os cansados viajantes se aproximavam de Damasco, seus olhos contemplaram o cenário de amplas extensões de terras férteis, belos jardins e pomares frutíferos, banhados pelas refrigerantes correntes das montanhas ao redor. Depois da longa viagem por áreas desoladas, tais cenas eram na verdade aprazíveis. Enquanto Saulo e seus companheiros se deleitavam na contemplação da planície frutífera e da bela cidade abaixo, “subitamente” (At 9:3), como ele mais tarde declarou, “envolveu a mim e aos que iam comigo” “uma luz do céu, que excedia o esplendor do Sol” (At 26:13), por demais gloriosa para que os olhos mortais a suportassem. Cego e desorientado, Saulo caiu prostrado ao chão. AA 63.1
“Enquanto a luz continuava a resplandecer em redor deles, Saulo ouviu ‘uma voz que... falava... em língua hebraica’ (At 26:14), e ‘que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que Me persegues? E Ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões’” (At 9:4, 5). AA 63.2
Em João 9, um cego passou a ver. Jesus disse: “Eu vim a este mundo [...] a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos” (Jo 9:39). Como esse princípio pode ser aplicado à sua própria vida?
“‘Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos’. João 9:39. Cristo veio abrir os olhos cegos, dar luz aos que se assentam nas trevas. Declarara ser a luz do mundo, e o milagre operado confirmava Sua missão. O povo que contemplou o Salvador em Seu primeiro advento, foi favorecido com mais ampla manifestação da divina presença do que o mundo nunca antes fruíra. O conhecimento de Deus foi mais perfeitamente revelado. Mas por essa mesma revelação estavam sendo julgados os homens. Seu caráter era provado, decidido o seu destino. DTN 335.5
“A manifestação de poder divino que dera ao cego tanto a vista natural como a do espírito, deixara os fariseus em trevas ainda mais densas. Alguns de Seus ouvintes, sentindo que as palavras de Cristo se aplicavam a eles, indagaram: “Também nós somos cegos?” Jesus respondeu: “Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece”. João 9:40, 41. Se Deus vos tivesse tornado impossível ver a verdade, vossa ignorância não envolveria nenhuma culpa. “Mas [...] agora dizeis: Vemos.” Julgais-vos capazes de ver, e rejeitais os meios mediante os quais, unicamente, poderíeis receber a vista. A todos quantos compreendiam sua necessidade, Cristo viera com ilimitado auxílio. Mas os fariseus não confessavam necessidade alguma; recusavam-se a ir a Cristo, e por isso foram deixados em cegueira — uma cegueira de que eles próprios eram culpados. Jesus disse: ‘Vosso pecado permanece.’” DTN 336.1
“Os fariseus eram espiritualmente cegos e eram guias de cegos. A cegueira física que Jesus havia curado no homem de nascença não era tão perigosa quanto a cegueira moral daqueles que tinham evidência sobre evidência a respeito do caráter divino do Redentor do mundo, e ainda assim fechavam os olhos do entendimento e se recusavam a ver, porque eram orgulhosos demais para serem instruídos por Cristo. Alegavam ser eruditos nas Escrituras, possuir visão espiritual, mas transformavam as especificações mais claras concernentes a Cristo em algo diferente do que os registros testemunhavam. “A terra de Zabulom e a terra de Neftalim, pelo caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios; o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou.” A luz do mundo estava brilhando em meio às trevas morais, e as trevas não a compreenderam. As trevas que cegavam a mente dos fariseus eram muito mais deploráveis do que as trevas que cegavam os olhos do homem que havia nascido cego.” ST, 6 de novembro de 1893, par. 2
Leia Efésios 1:4; 2 Coríntios 5:21; Colossenses 2:9; Gálatas 2:20. Com base nessas passagens, como você entende o significado de estar “Nele”, ou seja, em Cristo?
“Em Suas promessas e advertências, Jesus Se dirige a mim. Tanto amou Deus ao mundo, que deu o Seu Filho unigênito, para que eu, crendo, não pereça, mas tenha a vida eterna. As experiências relatadas na Palavra de Deus devem ser minhas experiências. Oração e promessa, preceitos e advertências, pertencem-me. “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e Se entregou a Si mesmo por mim”. Gálatas 2:20. À medida que a fé assim recebe e assimila os princípios da verdade, tornam-se eles parte do próprio ser, e a força motriz da vida. A palavra de Deus, recebida na alma, molda os pensamentos, e entra no desenvolvimento do caráter. DTN 271.1
“Olhando sempre a Jesus com os olhos da fé, seremos fortalecidos. Deus fará as mais preciosas revelações a Seu povo faminto e sequioso. Verificarão que Cristo é um Salvador pessoal. Ao alimentarem-se de Sua palavra, acharão que ela é espírito e vida. A palavra destrói a natureza carnal, terrena, e comunica nova vida em Cristo Jesus. O Espírito Santo vem ter com a alma como Consolador. Pela transformadora influência de Sua graça, a imagem de Deus se reproduz no discípulo; torna-se uma nova criatura. O amor toma o lugar do ódio, e o coração adquire a semelhança divina. É isto que significa viver “de toda a palavra que sai da boca de Deus”. Isto é comer o Pão que desce do Céu.” DTN 271.2
Leia Filipenses 3:9. Quais são os dois elementos que Paulo apresenta em contraste, e por que é tão importante se lembrar sempre dessa diferença?
“Uma coisa é ler e ensinar a Bíblia, e outra coisa é ter, pela prática, enxertados no caráter seus princípios vivificadores e santificantes. ... “Pela graça sois salvos, por meio da fé.” Efésios 2:8. A mente deve ser educada a exercer fé, em vez de nutrir dúvida, suspeita e inveja. Temos muito a tendência de considerar os obstáculos uma impossibilidade. Ter fé nas promessas de Deus, marchar pela fé, avançar sem se deixar governar pelas circunstâncias, é lição difícil de aprender. Entretanto é positivamente necessário que todo filho de Deus aprenda esta lição. A graça de Deus por Cristo deve sempre ser nutrida, pois nos é concedida como único meio de nos aproximarmos de Deus. ...” Nos Lugares Celestiais 108.5
“A fé mencionada na Palavra de Deus requer uma vida em que a fé em Cristo seja um vivo e ativo princípio. É a vontade de Deus que a fé em Cristo seja aperfeiçoada por obras; Ele relaciona com essas obras a salvação e vida eterna dos que crêem, e por meio das obras provê a disseminação da luz da verdade a todos os países e todos os povos. Tal é o fruto da atuação do Espírito de Deus.” Nos Lugares Celestiais 109.1
“Mostramos nossa fé em Deus obedecendo aos Seus mandamentos. A fé é sempre expressa em palavras e atos. Produz resultados práticos, pois é elemento essencial à vida. A vida moldada pela fé desenvolve a resolução de marchar, avançar, seguindo as pisadas de Cristo.” — The Review and Herald, 17 de Março de 1910. Nos Lugares Celestiais 109.2
Leia Filipenses 3:10-16. Quais são os principais aspectos que Paulo aborda nessa passagem?
“O chamado de Paulo exigia dele serviços de vários tipos — trabalhar com as mãos para ganhar a vida, estabelecer igrejas, escrever cartas às igrejas já estabelecidas. No entanto, em meio a essas diversas tarefas, ele declarou: “mas uma coisa faço”. (Filipenses 3:13.) Ele manteve firme um objetivo em todo o seu trabalho: ser fiel a Cristo, que, quando ele blasfemava contra o Seu nome e usava todos os meios ao seu alcance para fazer com que outros também blasfemassem, revelou Se a ele. O grande propósito de sua vida era servir e honrar Aquele cujo nome antes o enchia de desprezo. Seu único desejo era ganhar almas para o Salvador. Judeus e gentios podiam se opor a ele e persegui lo, mas nada poderia desviá lo de seu propósito.”
“Escrevendo aos filipenses, ele descreve sua experiência antes e depois de sua conversão. “Se algum outro homem pensa que pode confiar na carne”, diz ele, “ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; no tocante à lei, um fariseu, segundo o zelo, perseguidor da igreja; no tocante à justiça que está na lei, irrepreensível” Filipenses 3:4-6.
“Após sua conversão, seu testemunho foi:
“‘E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo, e seja achado nele, não tendo a minha própria justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé de Cristo, a justiça que vem de Deus, pela fé.’ Filipenses 3:8, 9, A.R.V.
“A justiça que até então ele considerava tão valiosa agora era inútil aos seus olhos. O anseio de sua alma era: “Para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição, e a participação em seus sofrimentos, sendo feito conforme à sua morte; para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos. Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as coisas que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Filipenses 3:10-14.”
“A conversão de Saulo é notável evidência do miraculoso poder do Espírito Santo para convencer os homens do pecado. Ele havia crido que de fato Jesus de Nazaré havia desconsiderado a lei de Deus, ensinando aos Seus discípulos ser a mesma de nenhum valor. Mas depois de sua conversão, Saulo tinha reconhecido Jesus de Nazaré como Aquele que viera ao mundo com o propósito expresso de defender a lei de Seu Pai. Estava convencido de que Jesus fora o originador de todo o sistema judaico de sacrifícios. Viu que o tipo da crucificação tinha encontrado o antítipo; que Jesus havia cumprido as profecias do Antigo Testamento, concernentes ao Redentor de Israel. AA 65.6
“No relato da conversão de Saulo, encontramos importantes princípios que devemos sempre ter em mente. Saulo foi levado diretamente à presença de Cristo. Foi uma pessoa designada por Cristo para uma importantíssima obra, alguém que devia ser “um vaso escolhido” (At 9:15), para Ele; no entanto o Senhor não lhe disse imediatamente qual a obra para ele designada. Embargou-lhe o caminho e convenceu-o do pecado; e quando Saulo perguntou: “Que queres que faça?” (At 9:6) o Salvador colocou o indagador judeu em contato com Sua igreja, para que obtivesse o conhecimento da vontade de Deus em relação a ele. AA 66.1
“A maravilhosa luz que iluminara as trevas de Saulo era obra do Senhor; mas havia também um trabalho a ser feito em favor dele pelos discípulos. Cristo tinha realizado a obra de revelação e convicção; agora o penitente estava em condições de aprender daqueles a quem o Senhor tinha ordenado que ensinassem a Sua verdade.” AA 66.2