
“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas, Para que sejais inocentes e inofensivos, filhos de Deus, sem repreensão, no meio de uma nação corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luzes no mundo.” — Filipenses 2:14, 15
“De todo lar cristão deve resplandecer uma santa luz. O amor deve revelar-se nas ações. Deve promanar de toda a relação doméstica, mostrando-se em uma bondade meditada, em uma cortesia gentil, abnegada. Há lares em que esse princípio é praticado, lares em que Deus é adorado, e em que reina o mais verdadeiro amor. Destes lares as orações matutinas e vespertinas sobem a Deus como incenso suave, e Suas misericórdias e bênçãos descem sobre os suplicantes como o orvalho da manhã. PP 96.1
“Uma casa cristã bem ordenada é um poderoso argumento em favor da realidade da religião cristã, argumento que o incrédulo não pode contradizer. Todos podem ver que há na família uma influência em atividade, a qual afeta os filhos, e que o Deus de Abraão está com eles. Se os lares dos professos cristãos tivessem um molde religioso correto, exerceriam uma poderosa influência para o bem. Seriam na verdade ‘a luz do mundo’. Mateus 5:14. O Deus do Céu fala a todo o pai fiel, nas palavras dirigidas a Abraão: ‘Eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para obrarem com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado’”. Gênesis 18:19. PP 96.2
Leia Filipenses 2:12, 13. O que Paulo quis dizer com esta frase: “Desenvolvam a sua salvação”? Como você descreveria a relação entre fé e obras?
“Essas palavras foram relatadas para auxílio de toda alma que luta. Paulo ergue a norma de perfeição, e mostra como pode ser alcançada. “Operai a vossa salvação”, diz ele, “porque Deus é o que opera em vós.” AA 249.1
“A obra de ganhar a salvação é de co-participação e cooperação. Deve haver cooperação entre Deus e o pecador arrependido. Isto é necessário para a formação de corretos princípios de caráter. Deve o homem fazer veementes esforços para vencer o que o impede de alcançar a perfeição. Mas, para alcançar êxito, ele depende inteiramente de Deus. Por si mesmos os esforços humanos não são suficientes. Sem a ajuda do poder divino ele de nada vale. Deus age e o homem também. A resistência à tentação deve partir do homem, que por sua vez deve obter de Deus o poder. De um lado se acham sabedoria infinita, compaixão e poder; do outro debilidade, pecaminosidade e incapacidade absoluta. AA 249.2
“Deus quer que governemos nosso ser, mas não nos pode ajudar sem nosso consentimento e cooperação. O Espírito divino age por meio dos poderes e faculdades concedidos ao homem. Não podemos pôr por nós mesmos nossos propósitos, desejos e inclinações em harmonia com a vontade divina; mas se estamos dispostos, o Salvador fará isso por nós, “destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (2Co 10:5). AA 249.3
Leia Romanos 3:23, 24; 5:8; Efésios 2:8-10. O que Paulo ensina sobre a salvação?
“Abundante graça foi provida para que o crente possa manter-se livre do pecado; pois todo o Céu, com seus recursos ilimitados, foi posto à nossa disposição. Devemos servir-nos da fonte da salvação. Cristo é o fim da lei, para justiça a todo aquele que crê. Em nós mesmos somos pecadores; mas em Cristo somos justos. Tendo-nos feito justos, mediante a imputada justiça de Cristo, Deus nos pronuncia justos e nos trata como justos. Considera-nos Seus filhos amados. Cristo atua contra o poder do pecado, e onde este abundava, muito mais abundante é a graça. Romanos 5:20. “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.” Romanos 5:1-2. ME1 394.1
Como Paulo descreveu o que nós, como filhos de Deus, devemos ser e fazer? Leia Fp 2:15, 16
“Ninguém deve ser radical ou importuno, mas devemos viver tranqüilamente nossa religião, tendo unicamente em vista a glória de Deus. ... Então brilharemos como luzes no mundo, sem ruído e sem atritos. Ninguém precisa falhar; pois está com ele Alguém que é sábio em conselho, excelente em Sua obra, e poderoso para efetuar Seus desígnios. Ele atua por meio de Seus instrumentos, visíveis e invisíveis, humanos e divinos. Esta obra é uma grande obra, e será levada avante para glória de Deus, se todos quantos se acham ligados a ela fizerem sua parte correspondente a sua profissão de fé. A pureza de pensamento deve ser cultivada como indispensável à obra de influenciar os outros. A alma deve ser circundada de uma atmosfera pura, santa, uma atmosfera que tenda a vivificar a vida espiritual de quantos a respirem. Filhos e Filhas de Deus 316.2
“Jesus é honrado ou desonrado pelas palavras e o comportamento de Seus professos seguidores. Importa conservar puro e santo o coração, pois dele procedem as saídas da vida. Se o coração é purificado pela obediência da verdade, não deve haver nenhuma preferência egoísta, nenhum motivo corrupto. Não haverá parcialidade, não haverá hipocrisia; não se desenvolverá o sentimentalismo amoroso. ... Filhos e Filhas de Deus 316.3
“No atual estado da sociedade, com a frouxidão moral, não só dos jovens mas dos de idade e experiência, grande é o risco de tornarmo-nos descuidosos, e darmos especial atenção aos favoritos, criando assim inveja, ciúme, ruins suspeitas. Poucos, porém, compreendem que afugentam o Espírito de Deus com seus pensamentos e sentimentos egoístas, sua conversa frívola e superficial. ... Se a graça de Cristo se achasse implantada em seus corações e aprofundassem as raízes até o solo bom, dariam frutos de caráter inteiramente diverso. ... Só o poder convertedor de Deus é capaz de estabelecer princípios puros no coração, de modo que o maligno nada encontre que assaltar. ... A pureza de linguagem e a verdadeira cortesia cristã devem estar continuamente em prática. — Carta 74, 1896.” Filhos e Filhas de Deus 316.4
O que Paulo ensinou sobre o sacrifício do cristão? Leia Fp 2:17; 2Tm 4:6; Rm 12:1, 2; 1Co 11:1
“Foi para dar com Sua própria vida um exemplo de abnegação, que Jesus veio em forma humana. Todos os que aceitam este princípio devem ser coobreiros Seus e demonstrar na vida prática esse princípio. Escolher o que é reto porque é reto, estar pela verdade ainda que isto importe no sofrimento e sacrifício — “esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que vem de Mim, diz o Senhor”. Isaías 54:17.” Ed 154.4
“Resgatado pelo sacrifício de Cristo, lavado do pecado em Seu sangue, e revestido de Sua justiça, Paulo tem em si mesmo o testemunho de que sua alma é preciosa à vista de seu Redentor. Sua vida está escondida com Cristo em Deus, e ele está persuadido de que Aquele que conquistou a morte é capaz de guardar o seu depósito. Seu espírito se apega à promessa do Salvador: “Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40). Seus pensamentos e esperanças estão centralizados na segunda vinda de seu Senhor. E quando a espada do carrasco desce e a sombra da morte cai sobre o mártir, seu último pensamento avança, do mesmo modo que o primeiro quando ressuscitar, para encontrar o Doador da vida, que o há de convidar para o regozijo dos santos.” AA 265.4
“Devemos entregar-nos ao serviço de Deus e procurar que a oferta se aproxime o máximo possível da perfeição. Deus não Se agradará de coisa alguma inferior ao melhor que podemos oferecer. Aqueles que O amam de todo o coração, desejarão dar-Lhe o melhor serviço de sua vida, e estarão constantemente procurando pôr toda a faculdade de seu ser em harmonia com as leis que promoverão sua habilidade para fazerem a Sua vontade.” CIHS 47.1. PP 251.2
“Quando Davi ordenou aquilo que era contrário à lei de Deus, tornou-se pecado obedecer. ‘As autoridades que existem foram ordenadas por Deus’ (Romanos 13:1 BKJ), mas não devemos obedecê-las em oposição à lei de Deus. O apóstolo Paulo apresenta o princípio pelo qual devemos ser governados: ‘Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.’ (1 Coríntios 11:1 BKJ).” Ellen G. White, EP 522.1
Leia Filipenses 2:19-23. Por que Paulo falou de maneira tão positiva e com tanta ênfase sobre Timóteo nesse texto? O que mais o apóstolo disse sobre ele? Leia 1Co 4:17; 2Tm 1:5
“Que testemunho é dado em Timóteo: ‘Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com consciência pura, de que sem cessar faço memória de ti em minhas orações, noite e dia; desejando muito ver-te, lembrando-me das tuas lágrimas, para que eu seja cheio de alegria; trazendo à memória a fé não fingida que há em ti, a qual habitou primeiro em tua avó Lois, e em tua mãe Eunice; e estou certo de que também em ti. Por esta razão te lembro que despertes o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de poder, e de amor, e de moderação.’ (2 Timóteo 1:3-7 BKJ).” Ellen G. White, 13LtMs, Ms 65, 1898, par. 7 –
“O grande apóstolo era um pai para o rebanho. Timóteo era seu filho no evangelho. Desde criança fora instruído no conhecimento das Escrituras. O apóstolo não se satisfazia em instruir seus discípulos apenas em conhecimento intelectual; ele sentia que era responsável pelo bem-estar espiritual deles. Este era o grande fardo de sua obra. Eles deviam conhecer o verdadeiro Deus, e a Jesus Cristo, a quem Ele enviara. Muitas vezes os chamava a si e se ajoelhava com eles em oração. O apóstolo instruiu Timóteo que não apenas lesse e ensinasse a Palavra, mas que se tornasse um estudante diligente das Escrituras.” Ellen G. White, 13LtMs, Ms 65, 1898, par. 10 –
“Quando homens promissores e hábeis se convertiam, como no caso de Timóteo, Paulo e Barnabé procuravam zelosamente mostrar-lhes a necessidade de trabalhar na vinha. E, quando os apóstolos partiam para outro lugar, a fé daqueles homens não vacilava, antes aumentava. Haviam sido fielmente instruídos no caminho do Senhor, e se lhes ensinara como trabalhar abnegadamente, fervorosamente, perseverantemente pela salvação de seus semelhantes. Esta cuidadosa instrução aos novos conversos era um importante fator no êxito notável que acompanhava Paulo e Barnabé, pregando eles o evangelho nas terras gentílicas.” AA 101.5
“Sentado dia após dia em sua sombria cela, sabendo que por uma palavra ou um simples aceno de Nero sua vida seria sacrificada, Paulo pensou em Timóteo, e determinou chamá-lo. Timóteo havia sido incumbido de cuidar da igreja de Éfeso, e ficara para trás quando Paulo efetuou sua última viagem a Roma. Paulo e Timóteo estavam unidos por uma afeição profunda e invulgar. Desde sua conversão Timóteo havia tomado parte nos trabalhos e sofrimentos de Paulo e a amizade entre os dois crescera cada vez mais robusta, profunda e sagrada, a ponto de se tornar Timóteo para o idoso e esgotado apóstolo, tudo que um filho possa ser para um amado e honrado pai. Não é de estranhar que em sua solidão Paulo almejasse vê-lo.” AA 258.2
Leia Filipenses 2:25-30. Como Paulo descreve Epafrodito? Quais atitudes e ações específicas desse colaborador cristão revelam seu caráter?
“A carta de Paulo aos filipenses, como a enviada aos colossenses, foi escrita enquanto ele estava prisioneiro em Roma. A igreja de Filipos tinha enviado donativos a Paulo pela mão de Epafrodito, a quem Paulo chama “meu irmão, e cooperador, e companheiro nos combate e vosso enviado para prover às minhas necessidades” (Fp 2:25). Enquanto em Roma, Epafrodito ficou doente “e quase à morte; mas Deus Se apiedou dele”, escreveu Paulo, “e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2:27). Ouvindo da enfermidade de Epafrodito, os crentes de Filipos ficaram muito ansiosos com respeito a ele, e ele decidiu retornar. “Porquanto tinha muitas saudades de vós todos”, escreveu Paulo, “e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente... vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o pois no Senhor com todo o gozo, e tende-o em honra. Porque pela obra de Cristo chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida para suprir para comigo a falta do vosso serviço” (Fp 2:28-30). AA 247.5
“Por Epafrodito, Paulo enviou aos crentes filipenses uma carta, na qual lhes agradecia os donativos que lhe haviam enviado. De todas as igrejas, a de Filipos tinha sido a mais liberal em suprir as necessidades de Paulo. “E bem sabeis também vós, ó filipenses”, disse o apóstolo em sua carta, ‘que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente. Porque também, uma e outra vez, me mandastes o necessário a Tessalônica. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que aumente para a vossa conta. Mas bastante tenho recebido e tenho abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus’” (Fp 4:15-18). AA 247.6
“Entre os habitantes do mundo, espalhados por toda a Terra, há os que não têm dobrado os joelhos a Baal. Como as estrelas do céu, que aparecem à noite, esses fiéis brilharão quando as trevas cobrirem a Terra, e densa escuridão os povos. Na África pagã, nas terras católicas da Europa e da América do Sul, na China, na Índia, nas ilhas do mar e em todos os escuros recantos da Terra, Deus tem em reserva um firmamento de escolhidos que brilharão em meio às trevas, revelando claramente a um mundo apóstata o poder transformador da obediência a Sua lei. Mesmo agora eles estão aparecendo em toda nação, entre toda língua e povo; e na hora da mais profunda apostasia, quando o supremo esforço de Satanás for feito no sentido de que “todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos” (Apocalipse 13:16), recebam, sob pena de morte, o sinal de submissão a um falso dia de repouso, esses fiéis, “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa”, resplandecerão “como astros no mundo”. Filipenses 2:15. Quanto mais escura a noite, com maior brilho eles refulgirão. PR 94.1