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Lição 8, 3º Trimestre – 15 a 21 de Agosto de 2026

O Poder da Ressurreição de Cristo

Theme

Sábado à tarde, 15 de Agosto

Verso para memorizar:

“E, se Cristo não ressuscitou, então é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé... E, se Cristo não ressuscitou, a vossa fé é vã, e ainda estais nos vossos pecados.” — 1 Coríntios 15:14, 17
“Assim os discípulos pregaram a ressurreição de Cristo. Muitos entre os que os ouviam estavam esperando por este testemunho, e quando o ouviram, creram. Vieram-lhes à mente as palavras que Cristo havia dito, e tomaram posição ao lado dos que aceitaram o evangelho. A semente que o Salvador havia plantado brotava e produzia frutos”. AA 34.4
“Enquanto os discípulos falavam ao povo, “sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus, doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dos mortos” (At 4:1, 2). AA 34.5
“Após a ressurreição de Cristo, os sacerdotes tinham espalhado longe e perto a mentira de que Seu corpo tinha sido roubado pelos discípulos enquanto a guarda romana dormia. Não admira que ficassem descontentes quando ouviram Pedro e João pregar a ressurreição dAquele que haviam matado. Os saduceus, especialmente, estavam sobremodo alvoroçados. Sentiam que suas mais acariciadas doutrinas estavam em perigo e sua reputação em risco.” AA 34.6
“Os conversos à nova fé estavam rapidamente aumentando, e tanto fariseus como saduceus concordaram em que, se se permitisse a esses novos ensinadores prosseguir livremente, sua própria influência estaria em maior perigo do que quando Jesus estava na Terra. Em conformidade com isto, o capitão do templo, com auxílio de alguns dos saduceus, prendeu a Pedro e João, e os pôs na prisão, visto ser muito tarde para os interrogar naquele dia.” AA 34.7

Domingo, 16 de Agosto

Proclamando a Ressurreição de Cristo

Leia 1 Coríntios 15:1-4; Lucas 24:44-47; Romanos 1:1-4. O que esses textos têm em comum?
“Depois de seu batismo, Paulo quebrou o jejum, e permaneceu “alguns dias com os discípulos que estavam em Damasco. E logo nas sinagogas pregava a Jesus, que Este era o Filho de Deus”. Ousadamente declarou ser Jesus de Nazaré o ansiado Messias, que “morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; ... foi sepultado, e... ressurgiu ao terceiro dia”, após o que foi visto pelos doze e pelos outros. “E por derradeiro de todos”, acrescenta Paulo, “me apareceu também a mim, como a um abortivo” (1Co 15:3, 4, 8). Sua argumentação com respeito às profecias era tão lógica, seus esforços tão manifestamente acompanhados pelo poder de Deus, que os judeus ficavam confundidos e eram incapazes de responder-lhe.” AA 68.1
“Naquela noite mostrou Jesus aos discípulos as Suas mãos e os pés, para que não restasse na mente deles dúvida alguma de que Ele era o Cristo. ‘Vede as Minhas mãos e os Meus pés’, disse Ele, ‘que sou Eu mesmo; apalpai-Me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho. ... São estas as palavras que Eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de Mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia.’ Lucas 24:39-46. — Manuscrito 113, 1897.” Cristo Triunfante 328.5
“Os sacerdotes e príncipes viram que Cristo era mais enaltecido do que eles. Ouvindo os saduceus, que não criam na ressurreição, os apóstolos declararem que Cristo ressuscitara dos mortos, ficaram enraivecidos, compreendendo que se aos apóstolos fosse permitido pregar um Salvador ressuscitado e operar milagres em Seu nome, a doutrina de que não haveria ressurreição seria rejeitada por todos e a seita dos saduceus logo se extinguiria. Os fariseus ficaram irados ao perceberem que a tendência do ensino dos discípulos era solapar as cerimônias judaicas e tornar de nenhum valor as ofertas sacrificais.” AA 44.3
Leia 1 Coríntios 15:2, 11. Por que esses versos colocam lado a lado crer e pregar? Que relação existe entre os dois conceitos?
“Paulo estava se aproximando do fim, quando sua obra deveria ser concluída, e então estas palavras foram pronunciadas. A igreja à qual foram dirigidas era composta de características peculiares, que o Senhor viu que precisavam de tratamento firme. Não podemos, de forma alguma, ter uma religião mutável. O evangelho deve ser proclamado e recebido pessoalmente. Um assentimento geral não é suficiente. Deve haver uma recepção inteligente e de coração da verdade, na qual o receptor deve permanecer e perseverantemente comunicar a outros o conhecimento recebido. A verdade deve ser praticada em todos os aspectos, retendo firmemente a Palavra da vida: “Pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo preguei; a menos que creiais em vão.” (1 Coríntios 15:2, ACF). — 12LtMs, Lt 69, 1897, par. 5 – Tradução Livre

Segunda-feira, 17 de Agosto

Leia 1 Coríntios 15:9-19. Quais seriam as consequências se Cristo não tivesse ressuscitado?

Leia 1 Coríntios 15:9-19. Quais seriam as consequências se Cristo não tivesse ressuscitado?
“No declínio do padrão moral entre os crentes coríntios, houve os que abandonaram alguns aspectos fundamentais de sua fé. Alguns haviam ido ao ponto de negar a doutrina da ressurreição. Paulo enfrentou esta heresia com um claro testemunho referente à inegável evidência da ressurreição de Cristo. Declarou que Cristo, depois de Sua morte, “ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”, depois do que, “foi visto por Cefas, e depois pelos doze. Depois foi visto, uma vez por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos. E por derradeiro de todos me apareceu também a mim” (1Co 15:4-7). AA 167.3
“Com poder convincente o apóstolo expôs a grande verdade da ressurreição. “Se não há ressurreição dos mortos”, argumentou, “também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem” (1Co 15:13-20). AA 167.4
“O apóstolo transportou o pensamento dos irmãos coríntios para os triunfos da manhã da ressurreição, quando todos os santos que dormem serão ressuscitados para viver para sempre com seu Senhor. ‘Eis aqui vos digo um mistério’, declarou o apóstolo; ‘na verdade nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?... Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo’” (1Co 15:51-57). AA 167.5

Terça-feira, 18 de Agosto

Cristo, as Primícias

Leia 1 Coríntios 15:20-23. O que significa dizer que Jesus é as “primícias”?
“Cristo ressurgiu dos mortos como as primícias dos que dormem. Era representado pelo molho movido, e Sua ressurreição teve lugar no próprio dia em que o mesmo devia ser apresentado perante o Senhor. Por mais de mil anos esta simbólica cerimônia fora realizada. Das searas colhiam-se as primeiras espigas de grãos maduros, e quando o povo subia a Jerusalém, por ocasião da páscoa, o molho das primícias era movido como uma oferta de ações de graças perante o Senhor. Enquanto essa oferenda não fosse apresentada, a foice não podia ser metida aos cereais, nem estes ser reunidos em molhos. O molho dedicado a Deus representava a colheita. Assim Cristo, as primícias, representava a grande colheita espiritual para o reino de Deus. Sua ressurreição é o tipo e o penhor da ressurreição de todos os justos mortos. “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com Ele”. 1 Tessalonicenses 4:14. DTN 555.3
“Quando Cristo ressurgiu, trouxe do sepulcro uma multidão de cativos. O terremoto, por ocasião de Sua morte, abrira-lhes o sepulcro e, ao ressuscitar Ele, ressurgiram juntamente. Eram os que haviam colaborado com Deus, e que à custa da própria vida tinham dado testemunho da verdade. Agora deviam ser testemunhas dAquele que os ressuscitara dos mortos.” DTN 555.4
“Durante Seu ministério, Jesus ressuscitara mortos. Fizera reviver o filho da viúva de Naim, a filha do principal, e Lázaro. Estes não foram revestidos de imortalidade. Ressurgidos, estavam ainda sujeitos à morte. Aqueles, porém, que ressurgiram por ocasião da ressurreição de Cristo, saíram para a vida eterna. Ascenderam com Ele, como troféus de Sua vitória sobre a morte e o sepulcro. Estes, disse Cristo, não mais são cativos de Satanás. Eu os redimi. Trouxe-os da sepultura como as primícias de Meu poder, para estarem comigo onde Eu estiver, para nunca mais verem a morte nem experimentarem a dor.” DTN 555.5
“Esses entraram na cidade e apareceram a muitos, declarando: Cristo ressurgiu dos mortos, e nós ressurgimos com Ele. Assim foi imortalizada a sagrada verdade da ressurreição. Os ressurgidos santos deram testemunho da veracidade das palavras: “Os Teus falecidos viverão; juntamente com o Meu cadáver eles se levantarão.” Sua ressurreição era um símile do cumprimento da profecia: “Acordai, e gritai jubilando, vós que habitais no pó; porque o teu orvalho é um orvalho de ervas; e a Terra dará de si os defuntos” (Isaías 26:19, Trad. Trinitariana). DTN 556.1

Quarta-feira, 19 de Agosto

O corpo ressuscitado

Leia 1 Coríntios 15:36–41. Como essa passagem responde às perguntas de 1 Coríntios 15:35?
“A ressurreição de Cristo foi um modelo da final ressurreição de todos quantos nEle dormem. O semblante do Salvador ressuscitado, Sua maneira, Sua linguagem, tudo era familiar aos discípulos. Como Jesus ressurgiu dos mortos, assim hão de ressuscitar os que nEle dormem. Reconheceremos os nossos amigos, da mesma maneira que os discípulos a Jesus. Talvez hajam sido deformados, doentes, desfigurados nesta vida mortal, ressurgindo em plena saúde e formosura; no entanto, no corpo glorificado, será perfeitamente mantida a identidade. Então conheceremos assim como também somos conhecidos. 1 Coríntios 13:12. No rosto, glorioso da luz que irradia da face de Cristo, reconheceremos os traços daqueles que amamos.” DTN 567.3
“Aqui [Ezequiel 37:1-12] vemos como os mortos serão ressuscitados: primeiro, os ossos são reunidos, osso a osso. Em seguida, a carne é acrescentada, depois coberta de pele e, por fim, o fôlego lhes é devolvido. No Gênesis, é-nos dito que o corpo de Adão foi formado do barro; em seguida, o fôlego foi soprado em suas narinas e ele se tornou uma alma vivente. Ao combinar o ar com o barro, o homem tornou-se uma alma vivente. Assim, as Escrituras revelam que a ressurreição nada mais é do que uma recriação. O homem recebe um novo corpo a partir do antigo, mas, para ser o mesmo que outrora viveu e morreu, e depois foi trazido de volta à vida, necessariamente precisa receber o conhecimento intelectual anterior e a memória das experiências de sua vida. De fato, os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem enquanto estão em seus túmulos” (Eclesiastes 9:5, 6, 12).
Ezequiel 37:13, 14 – “E sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu tiver aberto vossos túmulos, ó povo meu, e vos trarei de vossas sepulturas, e porei meu Espírito em vós, e vivereis, e eu vos colocarei na vossa própria terra; então sabereis que eu, o SENHOR, disse isto, e o cumpri, diz o SENHOR.”
Ele não apenas ressuscitará Seu povo de seus túmulos, mas também os fará regressar à terra de Israel. Os mortos voltarem à vida é, realmente, um milagre, mas não muito maior do que um verme se enterrar no solo ou se envolver em um casulo, entrando em um estado de inconsciência, transformar-se e tornar-se uma bela borboleta a voar pelo ar em vez de rastejar pelo chão. Essas e outras maravilhas não nos parecem milagres porque são acontecimentos cotidianos. Se, no princípio, Deus pôde criar a Terra do nada, Ele pode recriar o homem com muito mais facilidade, pois, para isso, tem ao menos os ossos do homem e o Seu conhecimento do bem e do mal.

Quinta-feira, 20 de Agosto

Vitória final sobre a morte

Leia 1 Coríntios 15:54-57. O que esse trecho nos diz a respeito da nossa vitória definitiva sobre a morte?
“Quão preciosas, para os que estão perdendo seu amor ao mundo, são a fé e esperança nas promessas de Deus, as quais abrem perante eles a vida futura, imortal! Suas esperanças baseiam-se em invisíveis realidades do mundo futuro. Cristo ressurgiu dos mortos, como primícias. A esperança e a fé fortalecem o coração, para que possa atravessar as escuras sombras da tumba, com plena fé de ressurgir para a vida imortal, na manhã da ressurreição. O paraíso de Deus, o lar dos benditos! Ali todas as lágrimas serão enxugadas de todas as faces! Quando Cristo vier pela segunda vez, “para Se fazer admirável... em todos os que crêem” (2 Tessalonicenses 1:10), a morte será tragada pela vitória, e não haverá mais doença, nem tristeza, nem morte! É-nos dada uma rica promessa: “Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham poder na árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” Apocalipse 22:14. Não é mesmo rica e confortadora esta promessa, aos que amam a Deus?” — The Review and Herald, 11 de Outubro 1887. Para Conhecê-lo 360.2
“A ressurreição de Jesus foi uma amostra da ressurreição final de todos os que nEle dormem. O ressurgido corpo do Salvador, Sua conduta, os acentos de Suas palavras — tudo era familiar aos Seus seguidores. Da mesma forma, os que dormem em Jesus ressurgirão. Reconheceremos nossos amigos tal qual os discípulos reconheceram a Jesus. Embora possam ter sido deformados, doentes ou desfigurados nesta vida mortal, em seu corpo ressurreto e glorificado será perfeitamente preservada sua identidade individual, e reconheceremos, na face radiante da luz que resplandece da face de Jesus, as feições dos que amamos.” — The S.D.A. Bible Commentary 6:1092. Para Conhecê-lo 360.3
“O Doador de vida convocará na primeira ressurreição Sua possessão adquirida, e até essa hora triunfal, quando há, de soar a última trombeta e o vasto exército ressurgirá para vitória eterna, todo santo que dorme será guardado em segurança, qual preciosa jóia, de Deus conhecida por nome. — The S.D.A. Bible Commentary 4:1143.” Para Conhecê-lo 361.1

Sexta-feira, 21 de Agosto

Estudo Adicional

“Nossa identidade pessoal é preservada na ressurreição, se bem que não as mesmas partículas de matéria ou substância material que foram para a sepultura. As maravilhosas obras de Deus são um mistério para o homem. O espírito, o caráter do homem, volta a Deus, para ser preservado. Na ressurreição toda pessoa terá seu próprio caráter. Deus, em Seu devido tempo, despertará os mortos, dando novamente o fôlego de vida e ordenando que os ossos secos vivam. Aparecerá a mesma forma, mas estará isenta de doenças e de todo defeito. Revive apresentando as mesmas características pessoais, de modo que um amigo reconheça o outro. Não há lei de Deus na natureza que revele que Deus restitui as mesmas e idênticas partículas de matéria de que se compunha o corpo antes da morte. Deus dará aos justos falecidos um corpo que Lhe apraz.” Visões do Céu 40.1
“Paulo ilustra este assunto pelo grão de cereal semeado no campo. O grão plantado se decompõe, mas aparece um novo grão. A substância natural da semente que se decompõe jamais é ressuscitada como antes, mas Deus lhe dá um corpo segundo Lhe apraz. O corpo humano compor-se-á de um material muito mais requintado, pois é uma nova criação, um novo nascimento. “Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual.” 1 Coríntios 15:44. — Maranata, o Senhor Vem, 299 (Meditações Matinais, 1977).” Visões do Céu 40.2

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