“Em sua ansiedade para que os crentes de Tessalônica andassem no temor de Deus, o apóstolo suplicava-lhes que revelassem na vida diária a piedade prática. “Finalmente, irmãos, escreveu, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que, assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que abundeis cada vez mais. Porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição” (1Ts 4:3). “Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação” (1Ts 4:7). AA 139.4
“O apóstolo [Paulo] sentia-se responsável em grande medida pelo bem-estar espiritual dos que se convertiam por seus labores. Seu desejo era que crescessem no conhecimento do único verdadeiro Deus, e de Jesus Cristo, a quem Ele enviou. Não raro, em seu ministério, reunia-se ele com pequenos grupos de homens e mulheres que amavam a Jesus, inclinando-se com eles em oração, pedindo a Deus para lhes ensinar como se manterem em íntima comunhão com Ele. Muitas vezes tomava conselho com eles sobre os melhores métodos de dar a outros a luz da verdade evangélica. Muitas vezes, quando separados daqueles por quem assim havia trabalhado, suplicava a Deus para que os guardasse do mal, e os ajudasse a se manterem como missionários ativos e fervorosos. AA 139.5
“O coração não santificado é desesperadamente perverso. A condescendência com o pecado obscurece a visão espiritual e embota e entorpece as faculdades perceptivas da alma. A culpa, a corrupção e a vergonha, que são resultados da licenciosidade, contaminam o homem por inteiro e lançam desonra sobre a preciosa causa da verdade. A infelicidade e a degradação que a acompanham têm estreita relação com a morte e o inferno, e não podem ser devidamente avaliadas. O mundo está contaminado por causa dos seus habitantes. É a transgressão da lei de Deus que desfigura a imagem de Deus no homem. Ela corrompe toda a nossa natureza. Desorganiza e degrada todas as faculdades e capacidades do nosso ser. O mundo quase encheu a medida de sua iniquidade; porém, aquilo que trará a mais severa retribuição será a prática da iniquidade sob o manto da piedade.” 3LtMs, Manuscrito 9, 1880, par. 36.
“O Redentor do mundo jamais rejeitou o verdadeiro arrependimento, por maior que fosse a culpa; porém, lançou ardentes denúncias contra fariseus e hipócritas, cujo fruto era espinhos e abrolhos. Há mais esperança para o pecador declarado do que para essa classe. A maldição de Deus repousa sobre o fingido, como foi representado na figueira estéril. O Salvador da humanidade vê o templo da alma — pelo qual pagou o preço de Seu próprio sangue — degradado, profanado e contaminado por obras de trevas e pecado; suas câmaras, feitas à semelhança de Deus, transformadas em esconderijo de salteadores, em covil de ladrões. A alma pela qual se chorou, que foi exortada e suportada com longanimidade, torna-se finalmente condenada e devastada, um monumento da ira vingadora.” 3LtMs, Manuscrito 9, 1880, par. 37.
‘Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.’ (1 Tessalonicenses 4:4-5). ‘E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes tiveram prazer na iniquidade.’ (2 Tessalonicenses 2:8-12). 3LtMs, Manuscrito 9, 1880, par. 38.