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Lição 9, 3º Trimestre – 22 a 28 de Agosto de 2026

Ministério movido pelo amor

Theme

Sábado à tarde, 22 de Agosto

Verso para memorizar:

“Porque em muita aflição e angústia do coração eu vos escrevi, com muitas lágrimas; não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que eu tenho mais abundantemente por vós.” BKJ — 2 Coríntios 2:4
“De Éfeso, Paulo foi para Trôade, com o mesmo objetivo que sempre estava diante dele: tornar conhecido ao povo o caminho da salvação por meio de Cristo. Foi durante uma visita anterior a esta cidade que a visão do homem da Macedônia e o clamor suplicante: “Passa à Macedônia e ajuda-nos” (Atos 16:9), o decidiram a pregar o evangelho na Europa. Sua permanência em Trôade foi, portanto, abreviada, e ele foi impedido de trabalhar ali como havia planejado; mas declara que agora uma porta lhe fora aberta pelo Senhor, e lançou os fundamentos de uma igreja, que cresceu rapidamente.” LP 172.2
“Paulo havia instruído Tito, em seu retorno de Corinto, a encontrá-lo em Trôade, e aguardava a vinda desse amado cooperador, esperando receber algumas notícias da igreja de Corinto. Mas semana após semana se passou, e Tito não veio. A solicitude do apóstolo tornou-se quase insuportável. Ele diz: “Não tive descanso no meu espírito, por não ter achado Tito, meu irmão” (2 Coríntios 2:13). Ele deixou Trôade e foi para Filipos, onde encontrou Timóteo, seu filho no evangelho.” LP 173.1
“Uma profunda tristeza ainda repousava sobre a mente e o coração de Paulo por causa de suas apreensões em relação à igreja de Corinto. Enquanto estava em Filipos, começou sua segunda epístola a eles; pois pesavam como um fardo sobre sua alma.” LP 175.4
“O peso de Paulo por causa dos coríntios não o deixou até que chegou à Macedônia, onde encontrou Tito. Ele declara: “Porque, quando chegamos à Macedônia, a nossa carne não teve repouso algum; antes, em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro. Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda de Tito” (2 Coríntios 7:5-6). O relatório desse fiel mensageiro aliviou grandemente a mente de Paulo. Tito assegurou-lhe que a maior parte da igreja em Corinto havia se submetido às instruções do apóstolo e demonstrado profundo arrependimento pelos pecados que trouxeram opróbrio sobre o cristianismo. Eles imediatamente separaram da comunhão aqueles que haviam pecado e procurado justificar seu caminho corrupto. Também responderam de forma nobre ao apelo em favor dos santos pobres em Jerusalém.” LP 176.1

Domingo, 23 de Agosto

Ação de Graças

Leia 2 Coríntios 1:3-7. Por que Paulo manifesta gratidão nesse trecho?
“Todos os que são seguidores de Cristo terão parte nesta experiência. Ao participarem de Seu amor, entrarão para o Seu serviço a fim de salvar os perdidos. Participam dos sofrimentos de Cristo e também participarão da glória que há de ser revelada. Unidos com Ele em Sua obra, com Ele sorvendo o cálice da amargura, são também participantes de Seu gozo.” MDC 12.4
“Toda alma que entra em comunhão com Ele neste ministério, tem o privilégio de participar de Seus sofrimentos… O Senhor tem graça especial para outorgar ao que pranteia, graça cujo poder é abrandar corações e ganhar almas. Seu amor abre caminho na alma ferida e quebrantada, e torna-se bálsamo curativo para os que choram.” MDC 13.1
“À medida que Paulo sentia o conforto e calor do amor de Deus penetrando em seu coração, refletia a bênção sobre os outros. Disponhamos de tal maneira nossa conduta, que os quadros pendurados nas paredes de nossa memória não sejam de tal sorte que não suportemos refletir sobre eles.” T5 489.3
Pelo que Paulo dá graças em 2 Coríntios 1:8-11?
“Paulo informou aos coríntios sobre sua tribulação na Ásia, onde, ele diz: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia; pois fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos” (2 Coríntios 1:8). Em sua primeira epístola, ele fala de lutar contra as feras em Éfeso (1 Coríntios 15:32). Assim se refere à turba fanática que clamava por sua vida. De fato, eram mais semelhantes a bestas-feras enfurecidas do que a homens. Com gratidão a Deus, Paulo relembra seu perigo e sua libertação. Ele havia pensado, quando estava em Éfeso, que sua vida de utilidade estava prestes a se encerrar, que a promessa feita a ele — de que finalmente morreria por sua fé — estava prestes a se cumprir. Mas Deus o preservou, e sua notável libertação lhe deu esperança de que seus labores não haviam chegado ao fim.” LP 178.2
“O apóstolo menciona sua aflição por causa do peso das igrejas. A pressão era, às vezes, tão grande que mal podia suportá-la. Perigos externos e temores internos o haviam assediado além de suas próprias forças. Falsos mestres haviam incitado seus irmãos contra ele; levantaram falsas acusações para destruir sua influência entre as igrejas que ele havia estabelecido. Mas, em meio a todas as suas perseguições e desânimos, podia alegrar-se na consolação que encontrava em Cristo.” LP 178.3

Segunda-feira, 24 de Agosto

Simplicidade e Sinceridade

Leia 2 Coríntios 1:12-14 à luz de 2 Coríntios 2:17; 4:2. Como a sinceridade de Paulo revela seu amor pelos coríntios?
“Sua consciência não o acusava de desonestidade ou infidelidade em relação ao seu encargo. Era motivo de alegria para ele ter sido habilitado, pela graça de Deus, a trabalhar no ministério, não usando sua eloquência natural para receber o louvor dos homens, mas com simplicidade e pureza, no Espírito de Deus, tendo como único objetivo o bem das almas. O temor de Deus sempre estivera diante dele; o amor de Cristo sempre o sustentara. Ele não havia dissimulado, não havia trabalhado para obter honra ou reputação de sabedoria. A sabedoria que lhe fora dada por Deus ele exercera para resgatar almas das trevas do erro e da superstição, e para fortalecer e edificar as igrejas na santíssima fé.” LP 179.1
“Ele havia sido vigilante pelas almas como alguém que deve prestar contas a Deus. Não se desviara de seu propósito por causa da oposição, das falsidades, do preconceito de seus irmãos ou da perseguição de seus inimigos. Havia dado seu amor desinteressado e seus labores igualmente a todas as partes do mundo que visitara. Pregara Cristo com sinceridade e simplicidade, e a igreja em Corinto não podia sustentar nenhuma acusação contra ele.” LP 179.2
“Que os obreiros se relacionem com as pessoas, lendo para elas as preciosas palavras de Cristo. Ergam a Jesus Crucificado entre elas, e em breve aqueles que ouviram a mensagem de advertência por parte dos ministros na tenda serão convencidos e estarão procurando maiores informações. Esse será o momento de apresentar as razões de nossa fé com mansidão e temor; não temor servil, mas um prudente temor quanto a não falarmos irrefletidamente. Que a verdade seja apresentada em toda a sua beleza, com simplicidade e sinceridade, oferecendo o alimento no tempo certo, e a cada um a sua porção.” T6 75.2
“Essa obra requer que vocês cuidem das pessoas como quem deve prestar contas. A ternura de Cristo deve permear o coração do obreiro. Se vocês amam os pecadores, revelarão terna solicitude por eles. Oferecerão orações humildes, sinceras, de inteiro coração, em favor daqueles a quem visitam. A fragrância do amor de Cristo será revelada no trabalho dos irmãos. Aquele que deu Sua própria vida pela vida do mundo, cooperará com o obreiro altruísta para causar impressões nos corações humanos.” T6 75.3

Terça-feira, 25 de Agosto

Mudando planos por amor

Leia 1 Coríntios 16:5-7. Qual era o plano original de viagem de Paulo?
“Ele se refere à promessa que lhes havia feito, de que os visitaria antes de ir à Macedônia. Diz-lhes que Deus não lhe permitiu visitá-los conforme sua intenção; pois sua presença naquele momento teria precipitado uma crise que poderia pôr em risco almas. Se tivesse ido imediatamente após deixar Éfeso, não poderia ter retido a repreensão que seu proceder merecia. Caso tivessem resistido, o poder de Deus, por meio dele, teria sido manifestado sobre os obreiros do mal. Deus viu que esse curso não era apropriado naquele tempo e guiou Seu servo em outra direção. Ele havia enviado sua primeira epístola para apresentar diante deles o mal de seu proceder, a fim de que manifestassem arrependimento e tomassem providências contra aqueles que estavam desonrando a igreja com sua conduta lasciva.” LP 179.3
“Foi pelo conselho de Deus que ele se desviou de seu propósito original de visitá-los, para que, quando fosse até eles, não fosse com a vara da correção, mas com amor, aprovação e espírito de mansidão. Ele sentira que mais poderia ser alcançado por sua carta do que por sua presença naquele momento. Havia-os advertido a remover os males existentes entre eles antes que visitasse Corinto pessoalmente.” LP 180.1
“Sua compaixão por eles é evidenciada em seu conselho de que aqueles que haviam sido tratados por seus pecados, tendo dado provas de arrependimento, deveriam ser recebidos com amor e bondade. Eles estavam autorizados a agir em seu nome para com o pecador arrependido. Se pudessem perdoar e aceitar o penitente, ele, agindo em lugar de Cristo, ratificaria sua ação. Assim o apóstolo demonstra sua confiança na sabedoria da igreja e reconhece sua autoridade para receber novamente em sua comunhão aqueles que outrora haviam prejudicado a causa com seu caminho perverso, mas que agora se tornaram verdadeiramente penitentes.” LP 180.2

Quarta-feira, 26 de Agosto

Perdão e Reafirmação do Amor

Leia 2 Coríntios 7:5-13. Que frutos trouxe o que Paulo escreveu, e como o apóstolo reagiu ao saber disso?
“Por algum tempo Paulo estivera levando um peso de alma pelas igrejas - um peso tão grande que ele mal o podia suportar. Falsos ensinadores haviam buscado destruir sua influência entre os crentes, inculcando-lhes suas próprias doutrinas em lugar da verdade evangélica. As perplexidades e desencorajamento de que Paulo se achava rodeado são revelados nestas palavras: “Fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos” (2Co 1:8). AA 170.1
“Agora, porém, uma causa de ansiedade estava removida. Ao receber as novas da aceitação de sua carta aos coríntios, Paulo prorrompeu em palavras de júbilo: ‘Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus…’ AA 170.2
Leia 2 Coríntios 2:5-11. Qual é a ideia central desse trecho?
“Expressando seu júbilo pela reconversão deles e crescimento na graça, Paulo tributa a Deus todo o louvor por esta transformação do coração e da vida. “Graças a Deus”, exclamou, ‘que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar o cheiro do Seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem’ (2Co 2:14, 15). AA 170.4
“Paulo estava agora cheio de fé e esperança. Sentia que Satanás não haveria de triunfar sobre a obra de Deus em Corinto, e em palavras de louvor extravasou a gratidão que lhe ia na alma. Ele e seus colaboradores celebraram sua vitória sobre os inimigos de Cristo e da verdade, saindo com novo zelo para estender o conhecimento do Salvador. À semelhança do incenso, a fragrância do evangelho devia ser difundida através do mundo. Aos que aceitassem a Cristo, a mensagem seria um cheiro de vida para vida; mas, aos que persistissem na incredulidade, um cheiro de morte para morte.” AA 170.5

Quinta-feira, 27 de Agosto

Triunfo em Cristo

Leia 2 Coríntios 2:12, 13. Para onde Paulo foi depois de escrever a “carta severa” aos coríntios? O que ele fez lá?
“De Éfeso, Paulo empreendeu outra viagem missionária, durante a qual esperava visitar uma vez mais os lugares que foram cenário de seu primeiro trabalho na Europa. Demorando-se por algum tempo em Trôade “para pregar o evangelho de Cristo”, encontrou alguns que estavam prontos para ouvir-lhe a mensagem. “Abrindo-se-me uma porta no Senhor” (2Co 2:12), foi como declarou mais tarde com referência a seu trabalho neste lugar. Bem-sucedidos embora seus esforços em Trôade, ele não permaneceu ali muito tempo. “O cuidado de todas as igrejas” (2Co 11:28), e particularmente da igreja de Corinto, pesava sobre seu coração. Esperava encontrar Tito em Trôade e dele ouvir de como haviam sido recebidas pelos irmãos de Corinto as palavras de conselho e reprovação que lhes enviara; mas nisso ele ficou decepcionado. “Não tive descanso no meu espírito”, escreveu com relação a esta experiência, “porque não achei ali meu irmão Tito” (2Co 2:13). Deixou pois Trôade, e atravessou para a Macedônia, encontrando-se com Timóteo em Filipos. AA 169.1
“Durante este tempo de ansiedade com respeito à igreja de Corinto, Paulo esperava pelo melhor; todavia às vezes sentimentos de profunda tristeza lhe varriam a alma, pelo receio de que seus conselhos e admoestações pudessem ser malcompreendidos. ‘A nossa carne não teve repouso algum’, escreveu mais tarde, “antes em tudo fomos atribulados; por fora combates, temores por dentro. Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda de Tito’” (2Co 7:5). AA 169.2
Leia 2 Coríntios 2:14-17. Qual foi a reação de Paulo ao encontrar Tito na Macedônia e ouvir sobre a resposta positiva dos coríntios?
“Este fiel mensageiro trouxe as alegres novas de que maravilhosa mudança ocorrera entre os crentes coríntios. Muitos haviam aceito as instruções contidas na carta de Paulo, e arrependeram-se de seus pecados. Suas vidas não eram mais uma reprovação ao cristianismo, mas exerciam poderosa influência a bem da piedade prática. AA 169.3
“Cheio de satisfação, o apóstolo enviou outra carta aos crentes de Corinto, expressando sua alegria de coração por causa da boa obra neles executada: ‘Ainda que vos contristei com a minha carta, não me arrependo, embora já me tivesse arrependido’ (2Co 7:8). Quando torturado pelo temor de que suas palavras pudessem ser desprezadas, sentiu algumas vezes pesar de haver escrito tão decidida e severamente. ‘Agora folgo’, continuou, ‘não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para o arrependimento, pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma. Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende’” (2Co 7:9, 10). AA 169.4

Sexta-feira, 28 de Agosto

Estudo Adicional

“Nesta segunda epístola à igreja, o apóstolo expressou sua alegria pela boa obra que havia sido realizada neles: “Ainda que vos tenha contristado com a carta, não me arrependo, embora já me tivesse arrependido; porque vejo que aquela carta vos contristou, ainda que por pouco tempo. Agora, me alegro, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para o arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, de maneira que por nós não padecestes dano algum. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (2 Coríntios 7:8-10). –Esse arrependimento, produzido pela influência da graça divina sobre o coração, conduz à confissão e ao abandono do pecado. Tais foram os frutos que o apóstolo declara terem sido manifestados pela igreja de Corinto: “Porque quanto cuidado não produziu em vós isso mesmo, que fostes contristados segundo Deus! Que desculpas, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vingança! Em tudo mostrastes estar puros neste negócio” (2 Coríntios 7:11). LP 176.2
“Ainda havia uma pequena minoria em Corinto que resistia obstinadamente a todos os esforços do apóstolo pela purificação da igreja; mas sua conduta era tal que ninguém podia ser enganado por eles. Manifestavam um espírito extremamente amargo e eram ousados em denunciar Paulo, acusando-o de motivos interesseiros e de astúcia ao pregar o evangelho e lidar com as igrejas. Alegavam que ele recebia vantagens pessoais dos recursos contribuídos pelos irmãos para diversos fins benevolentes. Por outro lado, alguns contestavam suas reivindicações ao apostolado porque ele não exigia sustento das igrejas que havia estabelecido. Assim, as acusações de seus opositores eram contraditórias e sem sombra de fundamento.” LP 177.1
“Pessoas tão irracionais como essas também são encontradas em nossos tempos — homens que se colocam contra o progresso da obra de Deus, enquanto professam crer na verdade. Recusam-se a entrar em harmonia com o corpo da igreja, e o peso de sua obra consiste em dissecar o caráter de seus irmãos, levantar suspeitas sombrias e espalhar insinuações veladas. Muitos sinceros são enganados por esses caluniadores, cujos propósitos não são tão facilmente discernidos como seriam se o difamador lidasse com falsidades descaradas.” LP 177.2

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