“Achava-Se agora na sombra da cruz, e a dor torturava-Lhe o coração. Sabia que seria abandonado na hora de ser entregue. Sabia que, pelo mais humilhante processo a que se submetiam os criminosos, seria condenado à morte. Conhecia a ingratidão e crueldade daqueles a quem viera salvar. Sabia quão grande o sacrifício que devia fazer, e para quantos seria ele em vão. Sabendo tudo quanto se achava diante de Si, poderia ser naturalmente esmagado ao pensamento da própria humilhação e sofrimento. Mas olhou aos doze, os quais estiveram com Ele como Seus mesmos, e que, depois de Sua vergonha e dor, e passados os dolorosos maus-tratos, seriam deixados a lutar no mundo. O pensamento do que Ele próprio deveria sofrer estava sempre relacionado com os discípulos em Seu espírito. Não pensava em Si mesmo. O cuidado por eles era o que predominava em Sua mente.” DTN 455.5
“Não devemos meramente amar nosso próximo como a nós mesmos; devemos amar uns aos outros como Cristo nos amou.” Filhas de Deus 68.2
“Cristo ordenara aos primeiros discípulos amarem-se uns aos outros como Ele os amara a eles. Assim deviam dar testemunho ao mundo de que Cristo estava formado neles, a esperança da glória. “Um novo mandamento vos dou”, disse Ele, “que vos ameis uns aos outros” (Jo 13:34). Ao tempo em que essas palavras foram pronunciadas, os discípulos não as puderam compreender; mas depois de haverem testemunhado os sofrimentos de Cristo, depois de Sua crucificação, ressurreição e ascensão ao Céu, e após haver o Espírito Santo repousado sobre eles no dia do Pentecostes, tiveram mais clara compreensão do amor de Deus, e da natureza desse amor que deviam possuir uns pelos outros.” AA 284.3
“Sobre o sentido especial em que este amor deveria ser manifestado pelos crentes, escreve o apóstolo: ‘Outra vez vos escrevo um mandamento novo, que é verdadeiro nEle e em vós; porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz alumia. Aquele que diz que está na luz, e aborrece a seu irmão, até agora está em trevas. Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. Mas aquele que aborrece a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.’ I João 2:8-11. “Porque esta é a mensagem que ouvimos desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.” I João 1:5. ‘Quem não ama a seu irmão permanece na morte. Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanecente nele a vida eterna. Conhecemos a caridade nisto: que Ele deu a Sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.’” I João 3:14-16. AA 285.2